Servidores e estudantes realizam bate-papo sobre ataques à educação

Os servidores do câmpus Maceió anteciparam o Dia Nacional por uma Escola Sem Mordaça e realizaram na tarde desta terça-feira, 4 de outubro, um bate-papo com os alunos sobre os ataques à educação. A atividade aconteceu das 12h às 13h, em pleno pátio do câmpus, chamando a atenção dos presentes para o tema.

 

Organizado pelo setor pedagógico e pelos professores da Coordenação de Ciências Humanas (CCH) e da Coordenação de Linguagens e Códigos, com o apoio do Sintietfal, o bate-papo teve foco na reformulação do Ensino Médio, a MP 746.

 

 

A pedagoga Vânia Galdino afirmou que essa reforma do ensino médio tira o direito à educação de qualidade para todos. “O governo quer estabelecer dois tipos de escola. Uma que tem know how e amplitude de conhecimentos para os filhos dos ricos e abastados e uma escola minimalista para os pobres e os trabalhadores, que não tem condições de pagar”, defendeu a pedagoga.

 

 

A vice-presidenta do Sintietfal, professora Silvia Regina, alertou que o governo tem orquestrado ações para atacar os serviços públicos, principalmente, a saúde e a educação. “Esse governo quer aprovar a PEC 241, que congela os investimentos nos serviços públicos por 20 anos. Ao mesmo tempo, impõe uma reforma no Ensino Médio que permite a contratação de professores temporários e pessoas com notório saber para dar aulas. �? um ataque muito bem pensado para destruir a qualidade na educação pública”, disse Silvia.

 

 

Por sua vez, o professor de filosofia, Thiago do Rosário, provocou os estudantes para lutarem contra o caráter autoritário da MP.  “Não se reforma o ensino médio com uma canetada, são 50 milhões de jovens que serão afetados sem ao menos darem uma opinião. Uma coisa que incomoda todo adolescente é o autoritarismo. Essa medida autoritária, por si só, já deveria incomodar vocês para lutar”, falou o professor.

 

Após responderem as perguntas dos alunos sobre o futuro da educação pública e dos Institutos Federais, os professores encerraram o bate-papo, prometendo a realização de mais. “Esse é o primeiro espaço de muitos que queremos fazer para dialogar com os estudantes e refletir a quem serve essa MP”, encerrou a professora de história, Natalia Freitas.

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