Presidente do Sintietfal denuncia perseguição política no Congresso Nacional

Hugo Brandão, presidente do Sintietfal e Coordenador Geral do Sinasefe, denunciou na manhã desta terça-feira (15), durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, a ameaça de demissão contra os servidores do IFAL.

 

Brandão aproveitou o espaço de discussão da situação financeira dos Institutos Federais, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e da Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) para falar sobre a perseguição política contra quem luta em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade.

 

“Queremos aproveitar esse espaço para pedir solidariedade aos servidores de Alagoas que estão sendo perseguidos. Fomos agredidos, num momento de luta em defesa de uma educação de qualidade, por alunos e pais de alunos num processo orquestrado para acabar com a greve de 2014. Houve diversas agressões físicas. Diante disso, a nossa instituição abriu um processo administrativo e, depois de três anos, quer condenar os servidores agredidos”, denunciou aos senadores e presentes na audiência.

 

Em nome do Sinasefe Nacional, Hugo Brandão, além de falar sobre o caso de Alagoas, apontou outros casos de perseguição na Rede Federal, em específico dos servidores IFBA e do IF baiano.

 

“Os IFs estão sendo atacados pelos cortes de verbas, mas também politicamente. Os servidores que ousam lutar estão sendo duramente perseguidos através de PADs. Isso vem acontecendo no IF baiano com a demissão de Aline Barros, de Leonam Ferreira e Marcos Lemos; no IFBA, com a demissão Antônio Copieiro e com a suspensão Saulo Campos; e conosco no IFAL”, apresentou.

 

Mesmo diante da perseguição, o representante dos servidores dos Institutos Federais se mostrou disposto a lutar contra essas injustiças. “Estamos aqui enquanto Sinasefe Nacional para denunciar e dizer que nos manteremos vigilantes e em luta, não aceitaremos perseguições por parte dos reitores, não aceitaremos todos os ataques desse governo ilegítimos a todos os trabalhadores e trabalhadores”, destacou Brandão.

 

A pedagoga Elizabete Patriota, também ameaçada de demissão, acompanhou Hugo no Congresso Nacional e utilizou o microfone no plenário para demonstrar sua indignação.  

 

“Eu assisto sistematicamente aqui a essas seções pela televisão e nunca pensei antes, minha gente, em estar aqui relatando um drama pessoal – meu e de mais três colegas só lá no IFAL, fora do IF Bahiano, IF Bahia e tantos outros IFs – para relatar a dor de combater um bom combate, de não se acovardar, de não se amesquinhar na luta e de denunciar as irregularidades e ilegalidades praticadas no interior de nossas instituições”, disse Patriota.

 

Para a servidora esses processos servem para espalhar o terror dentro dos Institutos Federais. “Processos esses injustos, com formatação de comissões pensadas exatamente para perpetrar o terror entre os servidores públicos que ousam lutar num período de ruptura democrática, de verdadeira ditadura”, completou.

 

Ao final da sessão, o presidente do Sintietfal leu a nota de repúdio à restrição da liberdade de atuação sindical e à criminalização dos lutadores do movimento sindical no IFAL. A comissão de direitos humanos, por sua vez, aprovou uma moção contra as perseguições nos Institutos Federais.

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