30 de novembro de 2017

Centrais Sindicais se reúnem com Maia e dão recado: 5 de dezembro é Greve Geral

As Centrais Sindicais e entidades ligadas firmaram posição contra a Reforma da Previdência em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM RJ) nesta quarta-feira (29). As entidades avisaram que está marcada uma Greve Nacional no dia 5 de dezembro, se o governo não recuar e tirar de votação a reforma.

Ignorando e passando por cima da opinião dos trabalhadores que rejeitam essa medida, Maia manteve o posicionamento do governo favorável à reforma. Ao invés de ouvir os trabalhadores, o presidente da Câmara juntamente com o governo de Michel Temer (PMDB) articulam parlamentares para conseguir os 308 votos necessários para acabar com a aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras no país.

“Saímos da reunião com mais disposição de fazer essa grande paralisação no dia 5 de dezembro que será um dia fundamental para que os trabalhadores em todo país demonstrem a sua insatisfação e que não pretendem perder a sua aposentadoria. Essa é a única possibilidade que nós temos de derrotar essa reforma”, salientou o dirigente da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha, que esteve presente na reunião juntamente a outro integrante da Secretaria Executiva Nacional da Central Saulo Arcangeli.

 Reforma da Previdência atinge povo pobre

Para tentar convencer a população da Reforma da Previdência, o governo de Temer está usando o discurso de que o novo texto é mais “enxuto” e “ataca privilégios”, mantendo direitos. Isto é mentira. A verdade é que mantém o privilégio desses políticos corruptos a custa do fim da aposentadoria dos trabalhadores.

A proposta mantém o principal ataque à aposentadoria: a definição da idade mínima de 65 anos, para homens, e 62 anos, para mulheres, para requerer o benefício. Os 15 anos, tempo mínimo de contribuição, só daria direito a 50% da média salarial do trabalhador. Para ter o benefício integral, seriam necessários 44 anos de contribuição mais a idade mínima!

Outro ataque que se mantém é a unificação das regras para servidores públicos e a regra de transição, que estabelece um pedágio de 30% sobre o tempo que faltar para a aposentadoria com elevação da idade ao longo de 20 anos.

O discurso de que a reforma combateria “privilégios” hoje existentes também é uma falácia. Segundo dados da Previdência Social, o Brasil possui pouco mais de 19 milhões de aposentados. De cada três, dois ganham salário mínimo.

Não é o caso de Temer, ministros e parlamentares que já se aposentaram. Eles querem acabar com a aposentadoria do trabalhador, enquanto eles mantêm privilégios e seguem roubando em esquemas de corrupção.

O governo usa ainda como argumento um suposto rombo na Previdência, no entanto, uma CPI já comprovou a farsa desse déficit. Segundo o relatório final, o governo manipula “dados para que seja aprovada a reforma da Previdência”.

“É preciso organizar desde já, nas bases das categorias de trabalhadores, tanto do setor privado como público, essa greve nacional que pare o país para barrar essa reforma que acaba com a aposentadoria”, reforçou Mancha.

Fonte: Conlutas

30 de novembro de 2017

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