9 de fevereiro de 2018

Sintietfal lança nota de repúdio ao estupro sofrido por alunas do IFAL

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (Sintietfal), emitiu, nesta sexta-feira (09), uma nota de repúdio ao estupro ocorrido com duas alunas do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Câmpus Satuba.

Para o Sintietfal, a prática do estupro é condenável e merece repúdio de toda a sociedade. “O lamentável caso reforça o quanto é necessário lutar contra o machismo, o sexismo e a misoginia, no qual transforma a mulher em um mero objeto sexual e vitima, por estupro, uma mulher a cada 11 minutos no Brasil. O estupro é um crime hediondo que compromete a saúde física, mental e emocional das mulheres e não pode ser tolerado e nem justificado”, afirma a nota.

O crime ocorreu na rodovia estadual AL-105, entre a BR 101 e a cidade de Boca da Mata, onde elas moram. As jovens, de 18 e 21 anos, informaram à polícia que pediram carona em frente à instituição de ensino e antes de chegar ao destino da carona, o homem anunciou que estava armado e levou as garotas para um canavial, onde estuprou as duas.

No IFAL, Câmpus Satuba, a prática de pedir carona é tradicional e ocorre diariamente. Para o diretor jurídico do Sintietfal e assistente de alunos em Satuba, Yuri Buarque, não se pode responsabilizar as estudantes que pediram carona pela extrema violência da qual foram vítimas.

“A imprensa tem dado uma centralidade ao problema das caronas, que é uma prática tradicionalíssima dos estudantes de Satuba, de fato, bastante arriscada, mas que jamais deve ser utilizada para responsabilizar as estudantes pela extrema violência da qual foram vítimas. Não podemos nunca nos esquecer de que a culpa é sempre, exclusivamente, do estuprador. Estou revoltadíssimo”, disse o Buarque.

Estudantes protestam contra o estupro no Câmpus Satuba

Para o dirigente sindical, que convive diretamente com os estudantes, o IFAL tem uma responsabilidade no apoio e acolhimento das alunas. “Penso que à instituição cabe esse papel fundamental de prestar toda a assistência às vítimas e às famílias, visando o resgate social da vida destas mulheres para que as alunas permaneçam estudando e não sejam mais uma vez penalizadas”, acrescentou.

Em nome do Sintietfal, a diretora de Políticas Associativas e também servidora de Satuba, Mayara Esteves, disse que a entidade cobrará punição ao estuprador. “Nós não deixaremos que esse caso acabe sem solução, iremos cobrar das autoridades alagoanas todos os procedimentos cabíveis para a devida prisão desse criminoso”.

Confira a nota na íntegra:

Nota do Sintietfal contra o estupro sofrido por estudantes do câmpus Satuba

O SINTIETFAL vem manifestar publicamente o seu mais profundo repúdio ao estupro cometido contra duas jovens alunas do IFAL do Câmpus Satuba, na última quarta-feira (7), na rodovia estadual AL-105, entre a BR 101 e a cidade de Boca da Mata.

O lamentável caso reforça o quanto é necessário lutar contra o machismo, o sexismo e a misoginia, que transformam a mulher em um mero objeto sexual e vitimam, por estupro, uma mulher a cada 11 minutos no Brasil. O estupro é um crime hediondo que compromete a saúde física, mental e emocional das mulheres e não pode ser tolerado e nem justificado.

O caso teve repercussão em inúmeros veículos de comunicação do Estado de Alagoas, porém sempre havendo destaque para o fato das adolescentes terem pedido carona para um estranho, como se isso tivesse motivado o estupro.

É importante esclarecer que, assim como as jovens, boa parte dos estudantes do Câmpus Satuba, há décadas, pedem caronas para os motoristas da região para voltar para casa, nas cidades circunvizinhas. Isso não gera para o motorista o direito de violentar a mulher. A responsabilidade por um estupro é exclusivamente do estuprador e as estudantes são vítimas de uma sociedade doentia.

É preciso criar uma rede de solidariedade que acolha as estudantes e suas famílias, tendo como principal responsável o próprio IFAL e sua equipe de assistência estudantil, para que as jovens continuem seus estudos e não sejam penalizadas mais uma vez pela violência que sofreram. Cabe também ao Governo do Estado apurar o crime e prender o estuprador.

O Sintietfal se solidariza e coloca-se à disposição das vítimas e familiares, ao tempo que se manterá vigilante, cobrando do IFAL e do Governo de Alagoas que façam sua parte.

Maceió, 09 de fevereiro de 2018

Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas – Sintietfal

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