Para garantir a privatização da Eletrobrás, trabalhadores/as são agredidos em audiência pública

O Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, trabalhadores/as, estudantes e outros membros da sociedade civil foram recebidos com grande repressão policial, na manhã desta terça-feira (06/03), na audiência pública que teve como intuito discutir a “desestatização da Eletrobrás Distribuição Alagoas”.

O BNDES, Ministério de Minas e Energias e a Eletrobrás, organizadores da audiência, montaram um forte aparato policial para impedir que os trabalhadores presentes deixassem claro sua indignação com a privatização da CEAL.

O representante do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, José Cícero, repudiou as grades, que impediu o acesso ao palco, e o forte aparato policial montado para a audiência. “Pegaram o efetivo do Estado para tratar o trabalhador com truculência e isto é inadmissível em um ambiente de democracia”. Lucas Nascimento, também diretor sindical, acrescentou: “Houve um momento de tensão e a Polícia Militar interveio e bateu nos trabalhadores. Vamos a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência e alegar através de vídeos que houve agressão física”.

Democracia também não houve durante a audiência, apesar de a representante do BNDES, Lidiane Gonçalves, afirmar que “a conversa com a sociedade aconteceu”. A “audiência pública” foi uma encenação do governo para dar sequência ao processo de privatização da companhia. Os/as trabalhadores/as presentes, em repúdio ao ocorrido, desceram em passeata pela ladeira dos Martírios em direção ao Palácio do Governo, denunciando a ação truculenta da polícia.

O Sintietfal se manifesta em apoio aos manifestantes e se coloca contra a privatização da CEAL. “Somos totalmente contra a entrega da Eletrobrás ao setor privado, por entender que isso irá afetar de maneira negativa a população de Alagoas, piorando o serviço e aumento o valor das tarifas. Expressamos também nosso total repúdio a utilização do aparato repressivo do Estado contra os manifestantes, que são trabalhadores lutando pelos direitos de todo o povo”, afirmou Gabriel Magalhães, tesoureiro do Sintietfal.

 

 

 

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