Terceirizados do Ifal participam de evento cultural e debatem sobre a Reforma da Previdência

Logo após o Dia Internacional dos Trabalhadores/as, os/as servidores/as terceirizados/as do Ifal estiveram reunidos/as no auditório Oscar Sátyro do câmpus Maceió para uma tarde de música, teatro, poesia e política.

O evento “Operário em construção – um olhar para o outro” foi realizado no dia 2 de maio pelo clube de incentivo à leitura e ao teatro Mandacaru e contou com o apoio do Sintietfal e da Direção Geral do Câmpus Maceió.

Durante toda a tarde, cerca de 200 trabalhadores da limpeza, construção, manutenção, cozinha, auxiliar de disciplina, entre outros, assistiram uma peça teatral inspirada no poema Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto, a música do grupo de flautas Nautasopro e do maestro Almir Medeiros, o poeta Chico de Assis e a palestra sobre a CLT e a Reforma da Previdência do diretor do Sintietfal, Yuri Buarque. No final, o Sintietfal ainda sorteou brindes aos presentes.

“Muito bonito o evento Operário em Construção aqui no câmpus Maceió. Muitos funcionários terceirizados participando, muitas atividades artísticas, um momento muito importante de valorização desse trabalhador que está sempre na retaguarda, ajudando todos os demais servidores a construírem o Ifal”, avaliou a vice-presidenta do Sintietfal, Silvia Regina.

Reforma da Previdência

No evento, o Sintietfal teve a oportunidade de realizar uma palestra sobre a Reforma da Previdência e os ataques aos direitos trabalhistas no Brasil. Yuri Buarque, secretário geral do Sintietfal, alertou sobre a possibilidade de fim da aposentadoria para os/as trabalhadores/as propostas na PEC 06/2019 do governo Bolsonaro.

“É uma reforma extremamente cruel para os/as trabalhadores/as. Além de aumentar a idade e o tempo de contribuição para a aposentadoria, quer acabar com a contribuição dos patrões para a Previdência. Eles, junto aos bancos, são os grandes devedores e responsáveis por qualquer déficit que se fale na Previdência. O trabalhador não pode pagar por isso. Temos que nos organizar e impedir essa reforma”, afirmou Buarque.

Segundo estatísticas, os terceirizados são trabalhadores mais precarizados, têm menos direitos, recebem menores salários e são as principais vítimas de acidentes de trabalho. Com a Reforma Trabalhista a situação piorou. Agora, precisam se somar à luta de toda a classe trabalhadora em defesa de sua aposentadoria.

“É triste sabermos que estes trabalhadores serão as primeiras vítimas dessa desordem governamental que aí está. Precisamos lutar pelas garantias dos direitos de todos, do emprego, da qualidade de vida, do direito à aposentadoria, enquanto ainda temos um pouco de resistência para isso. Não podemos aceitar de braços cruzados que nos roubem todas as conquistas e nos privem de tudo que nos permitem a vivermos, pelo menos, dignamente”, declarou Silvia.

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