Greve Geral para Alagoas e o Brasil contra a Reforma da Previdência

Manifestações foram registradas em mais de 360 cidades. Em Maceió, 20 mil tomaram as ruas

A classe trabalhadora cruzou os braços e aderiu à Greve Geral contra a Reforma da Previdência na última sexta-feira, dia 14 de junho. Em mais de 360 cidades, foram registradas manifestações, paralisações, piquetes e ações de protesto em defesa da aposentadoria, da educação pública e de empregos.

Em Alagoas, o povo demonstrou sua indignação com o governo Bolsonaro e sua política de favorecimento dos banqueiros e milionários. Ao final da tarde, mais de 20 mil tomaram as ruas de Maceió parar celebrar o sucesso do dia de Greve.

“Em menos de dois meses, foram quatro grandes manifestações em que os/as trabalhadores/as de Alagoas mostraram que não vamos recuar diante dos cortes da educação e que não ficaremos de braços cruzados enquanto o governo acaba com a nossa aposentadoria”, afirmou Hugo Brandão, presidente do Sintietfal, avaliando o crescimento das lutas populares contra o governo.

Câmpus Maceió ficou sem aulas em adesão à Greve

No Ifal, os/as servidores/as atenderam o chamado do Sintietfal, aderiram à Greve e deixaram câmpus e a reitoria completamente esvaziadas. Além de parar, a categoria se fez presente nos atos em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Penedo e Delmiro Gouveia.

Diversas outras categorias também cruzaram os braços e agitaram o estado desde as primeiras horas da manhã. Os bancos não abriram, os ônibus atrasaram 2 horas suas saídas, a Ufal e o CEPA fecharam, trabalhadores/as dos/as Correios, da educação, Policiais Civis, Petroleiros/as, servidores/as públicos estaduais, municipais e federais pararam. Os/as jornalistas, em apoio à Greve e em campanha contra a redução do piso salarial, usaram preto. Houve bloqueio de rodovias e trancamento de cinco pontos em Maceió.

Bloqueios de rodovias

  • AL 101 Norte – Guaxuma
  • AL 101 Sul – Ponte Divaldo Suruagy
  • Jaraguá – Porto de Maceió
  • Bebedouro – Praça Lucena Maranhão
  • Benedito Bentes – Em frente à UPA
  • BR 104 – Ufal
  • BR 316 – Ponto de Satuba
  • BR 104 – União dos Palmares
  • BR 101 – Junqueiro
  • BR 424 – Polo Cloroquímico de Marechal Deodoro
  • BR 423 – Delmiro Gouveia (liga Alagoas à Bahia)
  • AL 145 – Água Branca

Em todas as unidades da federação, houve grande adesão ao movimento paredista. As agências bancárias amanheceram fechadas, a educação parou e das 27 capitais, 19 tiveram o sistema de transporte paralisado. De acordo com as centrais sindicais, essa é a maior mobilização da história, com 45 milhões de trabalhadores de braços cruzados. Confira o mapa da Greve divulgado pela CUT.

Para o Sintietfal, a Greve Geral demonstrou que o povo está disposto a lutar contra Bolsonaro e sua política de acabar com a educação pública e a aposentadoria da classe trabalhadora. “Não esquecemos que os cortes na educação continuam e que o governo mira também contra a nossa aposentadoria. Quem se aposentou com 33 anos não tem moral de exigir 40 anos de contribuição de qualquer brasileiro”, afirmou Elaine Lima, diretora do Sintietfal.

“A greve geral foi um importante recado da classe trabalhadora. Não aceitamos os cortes covardes na educação, que já afetam alguns campi, como Marechal Deodoro que cortou todas as bolsas de monitoria. Também não aceitamos a nefasta reforma da Previdência, que penaliza  trabalhadores/as em detrimento da ganância dos banqueiros. Alagoas mostra nas ruas  que vai lutar até o fim por seus direitos”, disse Ederson Matsumoto, diretor do Sintietfal.

Além disso, a população, nas ruas, também demonstrou ser contra as privatizações, a liberação dos agrotóxicos, o desemprego e a corrupção, que ficou desmascarada até no meio judiciário.

Na avaliação do Sintietfal, é necessária a continuidade das lutas nas ruas para a garantia de direitos e para derrubar a reforma da Previdência.

“Os sucessivos e massivos atos demonstram a força da resistência popular ao governo Bolsonaro e sua política ultraliberal e neofascista. A Greve Geral atingiu todo o país, permitindo que outros segmentos dos trabalhadores expressassem sua insatisfação com a proposta de desmonte e privatização da previdência pública. Fica evidente que a rejeição dos trabalhadores e estudantes ao governo é grande e crescente. É necessário continuar com o trabalho de base acumulando forças para novos dias nacionais de mobilização e greve”, avaliou Gabriel Magalhães, tesoureiro do Sintietfal.

As Centrais Sindicais têm reunião marcada para esta terça-feira, 18 de junho, e devem definir novos passos da luta contra a Reforma da Previdência.

 

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