Reforma da Previdência: Deputados votam contra a aposentadoria dos/as trabalhadores/as

Arthur Lira, Nivaldo Albuquerque, Sergio Toledo, Isnaldo Bulhões, Marx Beltrão e Severino Pessoa são os algozes de Alagoas

 

O texto-base da Reforma da Previdência (PEC 06/2019) foi aprovado em primeiro turno na noite desta quarta-feira, 10, no Congresso Nacional e criou regras que impedem parte da classe trabalhadora de se aposentar.

Por 379 votos a 131, os/as deputados/as concordaram com o texto substitutivo da Comissão Especial. Ele estabelece idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem, diminui o valor da aposentadoria (60% para idade mínima), determina aposentadoria integral apenas com 40 anos e aumenta a alíquota de contribuição e reduz o valor da pensão para 50% +10% por dependente, entre outros prejuízos.

Ao contrário do que o Governo Bolsonaro e seus asseclas dizem, essa proposta deve aprofundar a crise econômica e levar em curto e médio prazo os/as idosos/as brasileiros a uma situação de miséria e abandono.

“Essa Reforma retira os direitos previdenciários previstos na constituição para favorecer o interesse dos bancos e do grande capital. Os/as trabalhadores/as vão ter que trabalhar mais – mesmo que informalmente porque não tem empregos -, receber menos e ver diminuído seu poder de consumo, aprofundando a crise no país”, afirmou Carlos Borges, diretor jurídico do Sintietfal.

“Ela inviabiliza também a aposentadoria de grande parte dos trabalhadores alagoanos. Aqui, a expectativa de vida média do homem é 67,2 anos, segundo o IBGE. Isso quer dizem que os pobres, que morrem mais cedo, não vão ter direito a ter um dia sequer de descanso”, completou o dirigente sindical.

A votação da Reforma continua nesta quinta-feira, 11 de julho, com a apreciação dos destaques. Na noite de ontem, apenas um dos destaques apresentados ao texto foi votado, a emenda que pretendia retirar os professores das mudanças impostas pela PEC. O destaque foi rejeitado foi 265 votos a 184.

Professores

Apesar dos apelos de diversos deputados/as em defesa dos/as professores/as, a grande maioria decidiu manter a categoria na reforma. Com a regra aprovada, o professor não pode sair da sala de aula se não tiver 60 anos e a professora 57. O tempo de contribuição mínima também aumenta para 25 anos para ambos os sexos.

Deputados de Alagoas

Os deputados Arthur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PTB), Sergio Toledo (PL), Isnaldo Bulhões Jr. (MDB), Marx Beltrão (PSDB) e Severino Pessoa (PRB) votaram contra o direito à aposentadoria dos/as trabalhadores/as e aprovaram o texto-base da Reforma da Previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Já os/a deputados/a Paulão (PT), Tereza Nelma (PSDB) e JHC (PSB) defenderam a aposentadoria dos/as trabalhadores/as alagoanos/as e votaram contra a Reforma da Previdência.

A luta não acabou

Enquanto os/as deputados/as estão votando com pressa a Reforma da Previdência em troca de emendas que já ultrapassam o valor total de R$ 3 bilhões e do refinanciamento de dívidas de agricultores – a pedido da bancada ruralistas, a juventude e o movimento sindical está em Brasília preparando uma grande Marcha para o dia 12 de julho.

O Dia Nacional de Mobilização em defesa da aposentadoria e da educação deve levar para as ruas milhares de pessoas e demonstrar a insatisfação do povo brasileiro com o ataque às aposentadorias.

As Centrais Sindicais devem articular novas ações contra a PEC 06/2019. Essa, para se tornar lei, ainda precisa ser aprovada em segundo turno na câmara antes de seguir para ser votada em dois turnos no Senado e ter a sanção presidencial.

 

 

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