Assembleia define adesão dos/as servidores/as do Ifal à Greve Nacional da Educação

13 de agosto será mais um Dia Nacional em Defesa da Educação e da Aposentadoria

Os/as servidores/as do Ifal definiram paralisar suas atividades e aderir à Greve Nacional da Educação, marcada para o dia 13 de agosto. A decisão foi tomada, de forma unânime, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na tarde desta terça-feira, 6 de agosto, no auditório de Informática do câmpus Maceió.

O Dia Nacional de Lutas, Paralisações e Greves será marcado por manifestações em todo o Brasil em defesa da educação e da aposentadoria. Na capital alagoana, uma grande passeata deve sair do CEPA em direção ao palácio do Governo, a partir das 8 horas. Antes, às 7 horas, o Sintietfal realiza um café-da-manhã em frente ao câmpus Maceió.

Para o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, o 13 de agosto será mais um dia de luta e resistência ao governo Bolsonaro e seu projeto de destruição de direitos sociais, como a aposentadoria e a educação.

“Esse governo, inimigo da juventude e do povo trabalhador, quer acabar com o nosso futuro. Precisamos resistir, paralisar e ir às ruas dizer ‘recua, Bolsonaro’, ‘recua, deputados’. Não aceitaremos os cortes na educação e ter que trabalhar até morrer”, disse o sindicalista.

Defesa da educação

A tônica dos debates da Assembleia Geral se deu em torno do projeto de Bolsonaro/Weintraub que pretende mercantilizar a educação, o Future-se. A vice-presidenta do Sintietfal, Silvia Regina, defendeu que a categoria tem que uníssona em rejeitar mais esse ataque.

“É o empresariamento das Instituições Federais de Educação. O sindicato já se posicionou contra esse projeto e estamos no GT, criado pela reitoria do Ifal, para que o Instituto também leve esse posicionamento à frente. Defendemos a realização de audiências públicas nos Câmpus e, inclusive, a reitoria já se colocou favorável a realização delas”, disse a dirigente sindical que formulou um artigo com uma análise preliminar do projeto do governo.

Para o diretor-secretário do Sintietfal, Yuri Buarque, o Future-se sepulta os Institutos Federais. “É um duro ataque a educação pública, pois acaba com o projeto de Rede Federal que criou os Institutos Federais. Os cortes na educação, que superam R$ 6,1 bilhões, e a edição desse projeto revela que o governo quer deixar as Universidades e Institutos morrerem sem recursos, tendo que mudar seus objetivos para vender a educação como se fosse mercadoria”, completou Buarque.

Já o tesoureiro da entidade, Gabriel Magalhães, acredita que o projeto de destruição da educação pública tem se agravado desde o governo Temer. “A reestruturação dos cursos, por exemplo, faz com que alunos se formem com 1000 horas a menos. Eles estão tirando a qualidade da educação pública e reduzindo os custos. Não dá para dizer que é aperfeiçoamento, é uma desresponsabilização do Estado da educação”, afirmou o sindicalista.

Conselho Fiscal

Além do debate sobre a conjuntura e a adesão à paralisação do dia 13 de agosto, os/as presentes na Assembleia elegeram a nova composição do Conselho Fiscal do Sintietfal. A servidora Franciane Lopes e os servidores Felipe Olegário, Felipe Santos (Fifo), Paulo Aparecido, Thiago Bianchetti foram aprovados para a gestão 2019-2022 do Conselho.

Segundo o Estatuto do Sintietfal, o Conselho Fiscal é formado por três membros titulares e três membros suplentes, que não sejam diretores sindicais, e com competência para fiscalizar e emitir parecer sobre a gestão financeira e patrimonial do sindicato, entre outras atribuições.

Panfletagem

Ao final da Assembleia, o Sintietfal fez uma visita nos setores administrativos e nas coordenações de curso do câmpus Maceió, distribuindo o Informativo do Sintietfal e mobilizando para a paralisação do dia 13 de agosto.

 

 

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