Grito dos/as Excluídos/as clama por educação, reforma agrária, aposentadoria e justiça social

Sintietfal exigiu a devolução do dinheiro retirado dos Institutos e Universidades Federais

Grito dos/as exluídos/as 2019. Foto: CPT/AL

Em paralelo ao desfile militar, milhares de estudantes e trabalhadores do campo e da cidade, em sua maioria vestidos de preto, se reuniram no último dia 7 de setembro para protestar contra o governo Bolsonaro e exigir respeito à educação, à reforma agrária, à aposentadoria e ao meio-ambiente.

A mobilização fez parte do 25º Grito dos/as Excluídos/as, que acontece tradicionalmente no Dia da Independência. Em Maceió, o ato teve concentração às 8 horas, na Praça Sinimbu, e tomou, em seguida, a Avenida da Paz com uma grande passeata após desfile oficial.

Este ano, a marcha dos/as excluídos/as aglutinou também os movimentos estudantil e sindical, que foram às ruas em mais um dia nacional de lutas contra a Reforma da Previdência e os cortes na educação.

O grito teve como tema “Este sistema não vale! Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade!”. O Sintietfal esteve presente na manifestação para defender a Rede Federal de Educação, os serviços públicos e a aposentadoria da classe trabalhadora.

Claudemir Martins falou em nome do Sintietfal. Foto: CPT/AL

“Foi um momento de denúncia de que esse sistema social, no qual se comemora uma falsa independência, não vale. Não vale, pois temos um país onde dezenas de milhões estão desempregados ou vivendo na informalidade; temos uma elevada concentração da terra e uma profunda violência contra os povos do campo; a natureza agoniza com o modelo agrário/agrícola do agronegócio. E, o que é mais grave, o atual desgoverno autoritário de Jair Bolsonaro, elegeu a educação pública e os professores como um dos problemas do país. O future-se busca destruir os avanços na educação pública conquistados nas últimas décadas, frutos da luta e da mobilização sociais da classe trabalhadora”, afirmou Claudemir Martins, diretor do Sintietfal.

A luta em defesa da ciência, contra as privatizações e em defesa da Amazônia, entre tantas outras bandeiras, também teve seu espaço no Grito. Os/as servidores estaduais, por exemplo, se manifestaram contra o congelamento salarial. Já as famílias camponesas ameaçadas de despejo, que há cerca de 20 anos moram nos acampamentos Bota Velha, Mumbuca e Sede, localizados em Murici/AL, marcharam por reforma agrária e justiça no campo.

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