Nota de retratação

Nos últimos dias, a luta da classe trabalhadora tem se intensificado e tomado novos contornos a cada momento, em virtude das consequências da pandemia de COVID-19, o que tem deixado a todos em um estado de alerta e forte preocupação, repercutindo no ambiente social e econômico. Em meio a essa conjuntura, o Sintietfal tem agido incansavelmente na defesa da comunidade acadêmica do Ifal, de modo particular na defesa da saúde do conjunto dos servidores, discentes, funcionários terceirizados e prestadores de serviço.

No último dia 17 de março, ocorreu na Reitoria do Ifal uma reunião extraordinária do Colégio de Dirigentes, sob presidência do Reitor Carlos Guedes. Após a reunião, foi anunciada em nota da reitoria a suspensão das aulas presenciais, sendo subdelegada aos Diretores-gerais dos câmpus e à DGP competência para decidirem acerca das atividades administrativas que deveriam ser mantidas. Na prática, o posicionamento implicava remeter aos gestores dos câmpus e à DGP a decisão sobre a continuidade das atividades funcionais, especialmente do segmento técnico-administrativo. Publicadas no dia 18 de março, a portaria nº 1278/2020 e a orientação normativa nº 01/2020, assinadas respectivamente pela reitoria e pela DGP, mantinham a situação preocupante de trabalho presencial para grande parte dos servidores técnico-administrativos.

Outro ponto delicado suscitado no debate no colégio de dirigentes e que despertou a intensa preocupação do Sintietfal foi a situação dos trabalhadores terceirizados, que, de acordo com as avaliações iniciais, poderia resultar em possíveis suspensões de contratos, ou até demissões, em virtude da não prestação dos serviços contratados.

Diante de tal cenário, o Sintietfal rapidamente saiu em defesa dos TAEs, que naturalmente foram tomados por um sentimento massivo de inconformidade e revolta frente à injustiça que se desenhava, ao tempo que, movido por um sentimento de solidariedade de classe, também se preocupou em buscar alternativas para viabilizar a saúde sem prejuízo dos direitos trabalhistas dos/as companheiros/as terceirizados/as, ainda que não representados formalmente por esta entidade.

No intento de dar uma justa resposta às demandas surgidas, o Sintietfal tem se movimentado continuadamente, com inúmeras reuniões internas, contatos e reuniões com os gestores, consultas jurídicas, campanhas de conscientização, visitas aos câmpus, orientações individuais a filiados/as, presencialmente e por telefone, entre outras atividades. Paralelamente a tudo isso, esta quarta-feira, 18 de março, foi dia de greve nacional em defesa dos serviços públicos, dia simbólico e que já requer, por si só, o envidamento de abundantes esforços de mobilização por parte da diretoria do sindicato.

Em um erro que assumimos, assoberbados pelo volume de atividades, não revisamos o inteiro teor da matéria que foi publicada na página do Sintietfal neste dia 19 de março, tendo sido após poucos minutos retirada do ar e somente republicada após a devida revisão. O conteúdo refletia profundo descontentamento da entidade sindical e do conjunto dos/as servidores/as para com os desdobramentos dos dias 17 e 18 de março. Ocorre que, concomitantemente à visita de representantes da direção do Sintietfal à reitoria na tarde deste dia 19, que se dirigiam ao prédio da gestão central do Instituto exatamente com o propósito de aprofundar o diálogo com os gestores sobre a ampliação das atividades suspensas para a segurança da comunidade, havia sido publicada naquele momento pelo Ifal uma nova portaria sobre o assunto, de nº 1303/2020, desta feita uma decisão acertada do reitor Carlos Guedes e sua equipe de gestão, anunciando a ampla suspensão das atividades administrativas e adoção do trabalho remoto, salvaguardando, assim, a saúde do conjunto dos/as servidores/as do Instituto Federal de Alagoas.

Na oportunidade da visita, encontramos o reitor e o procurador federal junto ao Ifal, aos quais cumprimentamos pela posição adotada nesta última portaria, e os quais nos esclareceram que medidas para salvaguardar a saúde dos funcionários terceirizados também seriam em breve divulgadas. Ainda por ocasião da visita, registramos a rápida conversa desenvolvida no hall do edifício da reitoria por meio de fotografia que foi instantaneamente enviada ao setor de comunicação do Sintietfal, indo ao ar junto à matéria que fora publicada sem revisão. Após manifestação do reitor, preocupado com a utilização não autorizada de sua imagem, retiramos a fotografia do ar. Ainda que tenhamos sido movidos pela naturalidade que a praxe de registrar em fotos os momentos de diálogo entre sindicato e gestores nos confere, e cientes de que a fotografia em questão não apresentava o reitor em nenhuma situação de constrangimento, mas tão somente dialogando com representantes do sindicato e, em última análise, membros da comunidade acadêmica do Ifal – não obstante tudo isso –, compreendemos o incômodo gerado e, nesse sentido, nos desculpamos por ter procedido à referida divulgação desautorizada de imagem.

Diante do exposto, ademais, pedimos sinceras desculpas ao reitor do Ifal, Carlos Guedes, haja vista que a matéria erroneamente publicada – ainda que logo em seguida retirada do site –, não refletia o estágio atual dos fatos e não reconhecia, portanto, o conjunto dos esforços empreendidos pelo Ifal, que culminaram com a edição da portaria nº 1303 nesse dia 19, em benefício da categoria.

Saudações democráticas e de luta em defesa da educação, dos serviços e dos servidores públicos.

 

Elaine Lima

Presidenta do Sintietfal

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