Reajuste anual: Unimed define unilateralmente valor e Sintietfal decide ir à justiça

As negociações do reajuste anual do plano de saúde Unimed Maceió terminaram de forma unilateral. A empresa definiu e comunicou à Agência Nacional de Saúde o acréscimo de 13,7% nas mensalidades dos/as servidores/as do Ifal, a partir do mês de maio. O Sintietfal foi contra o aumento e decidiu ir à justiça para reverter o percentual.

Para o Sintietfal, a Unimed deveria abrir mão este ano de qualquer reajuste, visto os esforços realizados pela entidade sindical para diminuir a sinistralidade e o oxigenar o plano. “Fizemos todos os esforços necessários para deixar de ser um contrato que todos os anos a Unimed ameaçava rescindir por só dar prejuízos. Por isso, não aceitamos esse aumento da Unimed, queremos reajuste zero”, disse o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão.

A sinistralidade, vetor responsável pela definição do reajuste, teve uma queda significativa de quase 30 pontos percentuais. Em 2018 e em 2019, a sinistralidade foi de 127% e 112,93%, respectivamente. Em 2020, o percentual baixou para 83,98%. Fora isso, em um ano houve a adesão de 208 novas vidas no convênio.

Mesmo com o resultado positivo, a Unimed iniciou a negociação deste ano apresentando o valor de 21,38%. Em 2018, o valor inicial proposto pela Unimed foi de 70% e em 2019 foi de 60,58%. Tendo em vista esses números, a contraproposta do Sintietfal foi de não ter reajuste.

A provedora de plano de saúde finalizou as negociações, estipulando o percentual autorizado pela Agência Nacional de Saúde para os planos individuais, de 13,7%, sem o consentimento do Sintietfal.

“Com o fechamento das portas para negociação, só há um caminho: tentar, na Justiça, reverter esse aumento. É uma situação bem diferente de anos anteriores. Hoje, temos uma empresa que garante adimplência de 100% dos beneficiários e o contrato passa a ser vantajoso para ambos os lados. Sem falar, que estamos num momento de crise e com parte de nossa categoria sem reajuste há anos. Acreditamos que temos boas chances de ganhar”, completou Brandão.

A assessoria jurídica do Sintietfal explicou que na ação contra a Unimed não será possível levar a frente o pedido da mesa de negociação, de reajuste zero, pois o contrato em vigor garante à Unimed reajuste anual com base o IPC Saúde (FIPE).

“O contrato estabelece que se a sinistralidade for de até 75% gasto pela Unimed ficará apenas com o índice de correção monetária, o IPC Saúde da FIPE, que este ano foi de 5,75%. Por isso, por imposição contratual, não será possível o reajuste zero, será pedido a aplicação do IPC Saúde (FIPE)”, afirmou o advogado do Sintietfal, Clênio Pacheco Junior.

Embora a ação deva ser ajuízada nos próximos dias, o reajuste imposto pela Unimed será aplicado já a partir deste mês de maio até que haja decisão da Justiça.

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