Sintietfal apoia documentário sobre revolta popular no Chile

Filme produzido pelo renomado cineasta Carlos Pronzato fala sobre a luta do povo chileno contra o neoliberalismo

Foto: Internet

O Sintietfal, junto a outros sindicatos e entidades, apoiaram a produção do documentário “Piñera: La guerra contra Chile”, realizado pelo cineasta, teatrólogo e ativista social, Carlos Pronzato. O filme está disponível gratuitamente no YouTube.

“O Sintietfal sabe a importância e apoia a produção de filmes que falam sobre as lutas populares, no Brasil e na América Latina”, expressou a vice-presidenta do Sintietfal, Elaine Lima.

O filme “Piñera: La guerra contra Chile” fala sobre os protestos que aconteceram em 2019, no Chile, quando o povo chileno foi às ruas contra as politicas neoliberais e o presidente Sebastián Piñera.

O Chile foi o primeiro país da América Latina onde o neoliberalismo foi imposto como política econômica e que passou, ainda durante a ditadura de Pinochet, por grandes reformas na previdência e um grande processo de privatização nos setores da saúde e da educação. Muitas aposentadorias, por exemplo, não atingem o salário mínimo e nem alcançam a todos, fazendo do Chile o pioneiro no continente na implementação de um sistema de previdência privada.

Com as manifestações de 2019, o povo chileno conquistou algumas vitórias, como a realização de um plebiscito sobre uma nova Constituição, que substituirá a atual Carta Magna, promulgada sob a ditadura de Augusto Pinochet, a revogação do aumento da tarifa do metrô de Santiago, entre outras.

O título do filme faz referencia a um discurso do presidente Sebastían Piñera, que, em meio às manifestações populares, falou que o Chile estava em guerra contra um inimigo poderoso.

O cineasta Carlos Pronzato, produziu mais de 70 documentários, entre eles estão “O Panelaço, a rebelião argentina”, “Bolívia, a guerra do gás”, “Buscando Salvador Allende”, “A Revolta do Buzu”, “Marighella, quem samba fica, quem não samba vai embora”, “Ocupa Tudo, Escolas Ocupadas em Paraná”, “A Escola Toma Partido, uma resposta ao Projeto de Lei Escola sem Partido”, “1917, a Greve Geral”, etc. Suas obras audiovisuais destacam-se pelo compromisso com a cultura, a memória e as lutas populares.

 

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