Ministério da Educação: Pastor será empossado nesta quinta-feira

Milton Ribeiro será o quarto ministro em menos de dois anos

A nova indicação de Bolsonaro para assumir o Ministério da Educação (MEC) é o pastor Milton Ribeiro. O seu nome divulgado foi na última sexta-feira, dia 10 de julho, e a posse está marcada para esta quinta-feira, dia 16 de julho, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Bolsonaro, que se recupera da Covid-19, participará virtualmente.

Localizado na ala evangélica e ideológica do governo, Milton Ribeiro é teólogo, advogado e pastor da igreja Presbiteriana. O pastor foi presidente da comissão de ética pública ligada à presidência da república, em maio de 2019, cuja função era investigar ministros e servidores do governo. Membro do conselho deliberativo da entidade mantenedora do Mackenzie, Ribeiro também atuou como reitor em exercício e vice-reitor da universidade.

Milton é o quarto nome a assumir a pasta em 19 meses de governo e tem sua trajetória marcada por declarações polêmicas. Em 2018, o pastor afirmou que as universidades públicas incentivam a “prática sexual sem limites”.

Além disso, diversos vídeos de suas pregações religiosas começaram a circular na internet. Em um deles, o pastor defende punições físicas a crianças por seus pais, como forma de educar. Em outro, Milton Ribeiro minimiza o feminicídio de uma moça de 17 anos, ao comentar que o crime foi resultado de uma confusão entre amor e paixão. Já em outra gravação, o novo ministro da Educação defende que o homem deve apontar os rumos da família, do contrário, ela será atacada por inimigos.

Ainda no governo Dilma, o pastor também criticou durante um culto o Bolsa Família e condenou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Quanto ao currículo, segundo o Lattes, Ribeiro tem graduação em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul (1981) e em Direito pelo Instituto Toledo de Ensino (1990). Possui também mestrado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2001) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2006). No entanto, o trabalho de doutorado não está relacionado no banco de teses da instituição.

 

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