24J: Grandes manifestações em Alagoas pressionaram Arthur Lira pelo “Fora Bolsonaro”

Sintietfal foi às ruas em defesa da vida, dos serviços públicos e da educação

O presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira, foi o alvo principal das manifestações pelo “Fora Bolsonaro” deste 24 de julho, em Alagoas. Em Maceió, cerca de 15 mil pessoas ocuparam a orla da capital. Em Arapiraca, mais de mil pessoas tomaram as ruas. Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios e União dos Palmares também registraram manifestações.

Os atos fizeram parte da quarta manifestação nacional pelo impeachment de Bolsonaro, realizadas desde o dia 29 de maio. Desta vez, mais de 600 mil pessoas ocuparam as ruas em cerca de 500 cidades no Brasil e em pelo menos 14 países do exterior.

Em Maceió, a manifestação teve concentração às 9 horas na Praça Multi Eventos e encerrou por volta das 13h, no Posto 7. Diante da residência do deputado federal Arthur Lira, os/as manifestantes vaiaram e exigiram que o parlamentar dê seguimento a um dos mais de 100 pedidos de impeachment contra o presidente da república.

“Estamos aqui, em frente ao prédio do presidente da Câmara, Arthur Lira. Ele está se escondendo, mas nós estamos mostrando a cara. Arthur, levante-se dos processos de impeachment, e assine-os. Liberte nosso povo, Arthur Lira.  Lira se você não assinar o impeachment, você estará assinando seu atestado de assassino, miliciano, corrupto e de genocida do povo brasileiro”, disse a diretora de comunicação do Sintietfal, Ana Lady.

Os/as manifestantes defenderam a vida, o serviço público, o auxílio emergencial de R$ 600 e a vacina para todos/as. Foi repudiada também a corrupção no governo, a Reforma Administrativa, os cortes na educação e a política que levou mais de 540 mil pessoas à morte por uma das piores gestões da pandemia no mundo.

“Mais uma vez, estivemos nas ruas para derrotar esse governo da morte e da corrupção. Para dar um basta à destruição dos serviços públicos, levada a cabo por meio de medidas como a PEC 32 e os cortes de recursos para a educação. Precisamos continuar resistindo, nas ruas, e, ao mesmo tempo, construir uma greve geral para pôr abaixo esse governo inimigo da democracia, da educação e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Yuri Buarque, secretário-geral do Sintietfal.

Com cartazes, faixas e carro-de-som, o nome de Arthur Lira também foi lembrado nas manifestações realizadas no agreste, região da mata e sertão de Alagoas, sendo chamado de cúmplice por “engavetar” os processos contra Bolsonaro.

No Sertão, em Delmiro Gouveia, centenas de pessoas marcharam pelas ruas da cidade, saindo às 8 horas da Praça do Coreto caminhando até a rodoviária da cidade. Além da defesa da vida, do combate à fome e à corrupção, a manifestação também defendeu a democratização da terra e da água.

Em Arapiraca, mais de mil pessoas participaram do ato, que começou por volta das 9 horas no bairro da Primavera, em frente à Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Depois de caminhar pelas ruas do Centro, o ato terminou por volta das 12h30.

Também no agreste, manifestantes se reuniram na Praça da Igreja São Cristóvão por volta das 9h30. Além de sindicalistas, estudantes e militantes de esquerda, o ato contou com a presença de indígenas Xucuru-Cariri. Houve intervenções contra o governo Bolsonaro e, em especial, contra o marco temporal (ação do STF que defende que os povos indígenas só podem reivindicar terras que estivessem desde o dia 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal).

O grito “Fora Bolsonaro” foi ecoado também na terra de Zumbi e Dandara. Em União dos Palmares, estudantes, sindicalistas e movimentos do campo se reuniram para exigir o impeachment também na região da mata de Alagoas.

Em todos os atos, houve uso de máscaras e higienização das mãos com álcool 70%.

+++ Confira aqui as fotos do ato realizado em Maceió

 

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