Para aprovar Reforma Administrativa, Bolsonaro, Guedes e Lira querem comprar cada deputado/a por R$ 20 milhões

R$ 6,16 bilhões em emendas parlamentares é o rombo para o pagamento de 308 deputados/as

Paulo Guedes e Arthur Lira, com o aval de Bolsonaro, fecharam o valor de R$ 20 milhões por deputado/a que votar a favor da destruição dos serviços públicos. Através de emendas parlamentes extras, o governo pretende gastar R$ 6,16 bilhões para conquistar os 308 votos necessários para a aprovação da impopular e destruidora Proposta de Emenda Constitucional 32.

As negociações estão sendo feitas nos bastidores com cada deputado/a da base aliada e do Centrão. O valor será destinado apenas àqueles parlamentares que votarem a favor da proposta nos dois turnos.

“Isso que o governo Bolsonaro e Arthur Lira estão fazendo é um escândalo! Estão querendo usar o dinheiro do povo para acabar com o direito do povo ao serviço público. Não bastasse, Bolsonaro e Paulo Guedes dizem que não tem dinheiro, vetam a distribuição de absorventes gratuitos, que custaria R$ 85 milhões ao ano, e cortam R$ 600 milhões da ciência. Ao mesmo tempo, tem dez vezes mais para comprar deputados/as”, disse Hugo Brandão, presidente do Sintietfal.

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Por outro lado, em Brasília e em todo o Brasil, a mobilização em defesa dos serviços públicos só aumenta. No último mês, centrais, federações e sindicatos, entre eles o Sintietfal, ocuparam Brasília pressionando os/as parlamentares a se posicionarem contra a PEC 32.

Hoje, a matéria encontra-se travada no plenário da Câmara dos Deputados e ainda não tem data para ir à votação. Arthur Lira, presidente da Casa, teme que a PEC 32 não seja aprovada por falta de votos. Na Comissão Especial, a proposta teve 28 votos favoráveis e 18 contrários, mas foi preciso o governo adiar durante 10 dias a votação, trocar 8 parlamentares da comissão e apresentar 7 revisões do texto.

Por se tratar de alteração constitucional, para ser aprovada a PEC precisa de 308 votos do total de 513 deputados/as, em dois turnos. Além disso, precisa de 2/3 dos votos também no Senado Federal, em duas votações.

“Essa PEC desmonta os serviços públicos e os entrega a iniciativa privada, seja através de privatizações ou Organizações Sociais (OSs), além de acabar com a estabilidade no serviço público e os concursos. É a PEC da corrupção e da rachadinha. Deputado que votar a favor dela não se reelegerá”, disse Artur dos Anjos, diretor do Sintietfal.

 

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