Segundo turno: dois projetos de sociedade em disputa, qual você vai escolher democraticamente?

Por Claudemir Martins Cosme – professor do IFAL

Passado o primeiro turno o que restou? Restou dois projetos antagônicos social, político, econômico e ambientalmente. Podemos afirmar, sem medo de incorrer ao erro: há dois projetos de sociedade em disputa nesse segundo turno: um representado por Fernando Haddad versus outro representado por Jair Bolsonaro.

Esse é o cerne da questão que pode ser posta em debate em uma pergunta: Qual sociedade você quer construí no Brasil nas próximas décadas? Isso, décadas, pois, os quatro anos terão repercussões nas próximas décadas. Não se trata de uma disputa entre regiões, a exemplo, da narrativa, as vezes, preconceituosa entre uma falsa disputa Nordeste contra Sudeste. Trata-se de dois projetos de sociedade para o Brasil, literalmente, diferentes na forma e na narrativa.

Portanto, há um projeto, o do Haddad que, a partir da democracia, procura construí uma sociedade menos desigual a partir da educação e do trabalho. O outro, o de Jair Bolsonaro, é a continuidade do governo Temer, que de forma autoritária, quer construí uma sociedade a partir do armamento e do cortes de direitos. Um é democrata, Haddad, o outro é autoritário, Bolsonaro.

Todos os dois projetos têm problemas, aos dois eu tenho críticas profundas, como você também deve ter. Mas, sem sombra de dúvidas, um é mais perverso do que o outro. Pois, enquanto, Haddad quer aprofundar a democracia, fortalecer a educação pública e gerar trabalho com salários e condições de trabalho justas, menos desiguais; Bolsonaro busca o autoritarismo, as armas, a violência como forma de sanar os problemas sociais. Haddad fala em educação e trabalho, Bolsonaro fala em armas e aniquilar o ativismo no Brasil.

Essa é uma breve síntese, que aprofundarei nos próximos dias, ao longo desse segundo turno. Quero dialogar muito, com todos e todas os amigos e amigas, especialmente, quem votou branco, nulo e em Bolsonaro. Um diálogo sem medo, sem raiva, sem ódio, mas com esperança, com respeito e democrático. Seguimos firmes, pois, há muito a se fazer nesse país imensamente desigual. Vamos ao diálogo e ao debate construtivo, sem fake, sem frases prontas e de efeitos da internet.

Façamos o debate claro e honesto dos dois projetos que pensam duas sociedades diferentes para nós e, especialmente, nossos filhos e filhas.

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