Por recomposição salarial, docentes e TAEs do Ifal aderem à Paralisação Nacional

Servidores/as do Ifal suspenderam as atividades no dia 30 de março e participam de atividades de conscientização nos campi e na reitoria

Em defesa dos serviços públicos e por recomposição salarial, os/as servidores/as do Instituto Federal de Alagoas aderiram ao Dia Nacional de Paralisação dos/as Servidores/as Públicos/as e suspenderam, nesta quarta-feira, 30 de março, suas atividades laborais nos campi. Houve mobilização na Reitoria e em alguns campi, como forma de chamar atenção para a pauta de reivindicações da categoria.

A paralisação nacional, aprovada na Assembleia Geral do Sintietfal, faz parte da campanha salarial do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) pela recomposição salarial de 19,99%, pela revogação da Emenda Constitucional nº 95 e pelo arquivamento da Reforma Administrativa. A data foi deliberada pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

Em Estado de Greve e permanente mobilização, o Sintietfal convocou também toda categoria para participar do café da manhã na entrada da Reitoria do Instituto e construir atividades nos campi.

“A adesão à paralisação foi um grande sucesso. Em nenhum dos 16 campi e nem na reitoria houve funcionamento normal. Pelo contrário, a categoria sabe da importância dessa luta, principalmente diante do valor dos alimentos, do gás de cozinha, dos combustíveis. O custo de vida está muito caro. Ou a gente luta ou vamos ser destruídos/as por esse governo inimigo da educação e do serviço público”, disse Elaine Lima, presidenta do Sintietfal.

Diante da Reitoria, ao carro de som, o Sintietfal defendeu que a luta pela recomposição salarial é também uma luta de toda sociedade por valorização do serviço público.

“Nossa luta é em defesa da classe trabalhadora brasileira. É uma luta em defesa do serviço público de qualidade, pois o primeiro passo para ofertar uma educação de qualidade é ter professores/as, pedagogos/as e técnicos/as administrativos/as valorizados e que desenvolvam o seu trabalho com a maior possibilidade de se dedicarem efetivamente. Nós estamos aqui nessa campanha porque o governo vem enrolando os/as servidores/as públicos/as há muito tempo. Portanto, o governo está levando os/as trabalhadores/as a realizarem essa paralisação, ele está obrigando os/as trabalhadores/as a organizarem uma greve! Essa luta comtempla todos/as nós. Não é uma luta apenas do sindicato, é uma luta em defesa do serviço público de qualidade e em defesa da valorização das nossas profissões”, disse Yuri Buarque, secretário do Sintietfal.

Foto: Sinasefe

Em Brasília, no Dia Nacional de Paralisação, os/as servidores/as públicos/as realizaram uma marcha em direção ao Ministério da Economia, para pressionar o Ministro Paulo Guedes a abrir a mesa de negociação com o Fonasefe. No dia anterior, o Sinasefe esteve em frente ao Ministério da Educação exigindo apuração dos esquemas de corrupção no MEC, que resultaram na saída do ministro Milton Ribeiro.

Mobilização nos campi

Com intuito de integrar toda comunidade acadêmica à luta, o Sintietfal promoveu atividades de conscientização nos campi sobre a necessidade da defesa da educação pública, dos serviços públicos e da recomposição das perdas salariais nos últimos anos, não somente da categoria, mas como toda classe trabalhadora.

O momento de diálogo também serviu para mobilizar mais servidores/as para participar das ações do Estado de Greve.

Diretor Sindical Flávio Veiga

“Infelizmente alguns/as colegas não se atentaram ao que está acontecendo. Daqui a pouco nem o Ifal pode mais existir, pelo menos o modelo do Ifal tal qual nós os conhecemos. O que está em discussão é exatamente a carreira do/a servidor/a e o que ele/a representa para sociedade. É importante esse momento de reflexão, de luta em defesa da democracia, em defesa do Ifal autônomo, do Ifal com a estrutura, recursos, orçamento para sociedade, para os/as filhos/as da classe trabalhadora que necessitam de educação de qualidade, libertadora, que transforme e dê oportunidade de vida para as pessoas. Então estamos aqui em defesa do Ifal, da sociedade e de políticas públicas para transformação de vidas. Portanto, esse é um dia de luta e todos/as vocês, nossos/as colegas, são encorajados, convidados, para participar dessa luta”, declarou Flávio Veiga, diretor do Sintietfal.

Presidenta do Sintietfal Elaine Lima

No campus Maceió, a presidenta Elaine Lima e os/as diretores/as Flávio Veiga e Andréa Moraes conduziram o diálogo com os/as estudantes sobre a precarização da educação pública desde o início do governo Bolsonaro; a necessidade da recomposição salarial, resultante da dinâmica inflacionária; e a importância da defesa do serviço público como um todo.

A atividade foi realizada no auditório Oscar Sátiro, turnos manhã e tarde, em parceria como Grêmio Estudantil. Em ambos os encontros, houve a declamação de poesia por três alunos/as do Ifal e estudantes do curso de teatro.

Campus Marechal Deodoro

O campus Marechal Deodoro paralisou suas atividades e contou com uma reunião do Sintietfal com os/as líderes estudantis, TAEs e professores para debater a necessidade da luta da categoria.

Campus Santana do Ipamena

No campus Santana do Ipanema, os/as servidores/as realizaram pela tarde, de forma remota, um debate com o tema “Roda de conversa on-line sobre a precarização da educação pública e a conjuntura nacional: lutar é preciso”. “Tratou-se de um evento com um forte caráter de formação política e cidadã, para aquecer nossos corações convidando-nos para a luta permanente por direitos, uma sociedade justa, bem-estar social, logo pelo serviço público e consequentemente uma educação pública e de qualidade. Pela manutenção dos IFs e recomposição salarial. Pela mudança conjuntural do nosso país!”, citou Levy Brandão, diretor municipal do Sintietfal.

O momento de aprendizagem permitiu a integração dos/as alunos/as do Instituto à pauta defendida pelos/as servidores. “Foi um excelente e importante momento no campus Santana. Uma troca valiosa. Os olhares dos/as professores/as ali presentes sobre o sucateamento do serviço público foram essenciais”, citou Anny Barros, diretora de comunicações do Sintietfal. Como resultado, o encontro possibilitou a compreensão dos/as estudantes da necessidade da luta pelos serviços públicos e pela recomposição salarial. ”Hoje, tivemos uma aula de cidadania envolvendo servidores/as e alunos/as a partir de um diálogo muito importante sobre a conjuntura atual dos serviços públicos e recomposição salarial dos/as servidores/as federais”, conluiu Júlio César, servidor participante da base sindical.

Campus Penedo

Em Penedo, o Sintietfal realizou um lanche coletivo e uma roda de conversa entre os/as estudantes, TAEs e docentes, nos períodos da manhã e tarde, dialogando sobre a importância da luta e da paralisação da categoria. Durante os encontros houve apresentação cultural promovida pelos/as alunos/as da instituição.

Campus Satuba

Em Satuba, o Sintietfal promoveu um café da manhã e uma roda de diálogos com os/as servidores/as do campus sobre a importância da luta em defesa dos serviços públicos, da educação pública e da recomposição salarial.

Campus São Miguel dos Campos

No campus São Miguel, foi realizado um diálogo com os/as estudantes sobre a importância da adesão ao Estado de Greve.

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