Servidores/as do INSS-AL aderem à Greve Nacional do Serviço Público Federal

Categoria reivindica o reajuste de 19,99%, a revogação da Emenda Constitucional 95 e a retirada da PEC 32

Os/as servidores/as do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Alagoas aderiram à Greve Nacional do Serviço Público Federal, nesta quarta-feira, 23 de março, por tempo indeterminado. A categoria defende a recomposição salarial de 19,99%, a revogação da Emenda Constitucional Nº 95, do Teto de Gastos, e a retirada da Reforma Administrativa (PEC32).

A deliberação da greve ocorreu no dia 5 de março, em plenária da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). A categoria aguarda resposta sobre pauta protocolada no Ministério da Economia, no dia 18 de janeiro, que solicitava a abertura de negociação para tratar das reivindicações dos/as SPFs. Sem retorno, foi decidido pela adesão à greve nacional.

Os/as servidores/as destacam o sucateamento do Instituto desde o golpe de 2016, que colocou o vice-presidente Michel Temer (MDB) no poder, continuado com o governo Bolsonaro e requerem a abertura de novos concursos para ampliação do quadro funcional e aperfeiçoamento do serviço prestado.

Além das pautas já abordadas, a categoria reivindica data-base; o reajuste dos auxílios alimentação, creche e saúde; a reestruturação da carreira típica de estado para o seguro social; o fim da terceirização do INSS; o não fechamento de agências; o direito ao atendimento presencial ao/a cidadão/ã nas unidades do órgão; o auxílio teletrabalho; a jornada de 30 horas semanais para melhoria no atendimento à população; e a profissionalização da Carreira do Seguro Social, por ser a única carreira do serviço público federal que possui vencimento básico abaixo do salário mínimo.

Nesta quinta-feira, 24 de março, o Sindicato dos/as Trabalhadores/as da Saúde, Previdência, Seguro Social e assistência Social de Alagoas, Sindiprev-AL, intensificou as ações nos locais de trabalho e dialogou com os/as servidores/as no INSS, do Ministério da Saúde e Ministério do Trabalho sobre a necessidade da greve, frente a falta de negociação do governo Bolsonaro com os/as servidores/as públicos/as federais.

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