LGBTfobia: Diretor do Ifal censura uso da bandeira LBGTQIA+ por Grêmio Estudantil. Sintietfal cobra explicações

O Grêmio Estudantil Graciliano Ramos, representante da comunidade discente do Ifal Campus Coruripe, foi repreendido pelo diretor José Roberto e impedido de levar a bandeira LGBTQIA+ em eventos dentro da unidade de ensino. A informação foi divulgada em nota de repúdio conjunta de grêmios estudantis do Ifal com a Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técico (Fenet).

A proibição ocorreu após a divulgação da foto da participação do grêmio na atividade de acolhimento dos/as novos/as alunos/as do ano letivo 2022.1, realizada no dia 15 de março, quando uma líder estudantil carregava a bandeira da diversidade sexual.

“Na mesma semana, dia 18/03, o presidente do grêmio e a diretora de diversidade sexual e de gênero foram chamados pelo diretor geral para ter uma conversa que revoltou toda a diretoria do grêmio, pois, infelizmente, fomos impedidos de utilizar a bandeira LGBT em possíveis futuros eventos. Segundo o diretor, a foto que foi postada no feed do Instagram do grêmio podia circular e chegar aos pais de alguns alunos que, segundo ele, não concordam e poderiam causar problemas ao campus”, afirma a nota.

O documento dos/as estudantes afirma ainda que “a escola é um ambiente onde o aluno deve se sentir bem e confortável, impedir que vários alunos sintam-se representados e no direito de expressar o que acreditam, vai totalmente contra ao que defendemos”.

Sintietfal cobra explicações

Na última Assembleia Geral do Sintietfal, a Fenet levou ao conhecimento da categoria esse ato do gestor e os/as servidores/as presentes se posicionaram contra a discriminação e o cerceamento da liberdade de expressão dentro do Ifal.

A Assembleia aprovou cobrar explicações sobre a denúncia e pedir a retratação do diretor-geral do campus. Através de Ofício nº 19/2022, o Sintietfal defendeu a ação do grêmio contra práticas de intolerância voltadas para esse segmento da sociedade, que sofre as mais diversas situações de violência física, mental, sexual; além do severo preconceito e opressões cotidianas.

“Vale salientar que o papel de todos que fazem uma instituição educacional é o compromisso de zelar pelas liberdades democráticas, pelo respeito ao livre pensamento, pela diversidade étnica, religiosa, de gênero, sexual e, em suma, pela própria dignidade humana, conforme está amparada na Constituição Federal de 1988.”

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