34º Congresso do Sinasefe tem início com debate sobre a luta sindical e o combate às opressões

Sintietfal marca presença nos debates, plenária inicial e comissão eleitoral

Parte da delegação do Sintietfal na Plenária de abertura

Com o tema “Educação não é mercadoria! Derrotar Bolsonaro, o neofascismo e o neoliberalismo!”, o 34º Congresso do Sinasefe iniciou nesta quinta-feira, 12 de maio, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. O Sintietfal está presente com a maior delegação de sua história.

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“O Sintietfal tem 19 delegados/as dentre os mais de 400 delegados/as credenciados/as, um número importante para um congresso eleitoral. Esperamos ter um ótimo congresso e sair daqui, no próximo domingo, com a direção nacional sendo eleita”, afirmou Elaine Lima, vice-presidenta do Sintietfal e representante da comissão eleitoral nacional.

O congresso foi aberto com a mesa “A Luta Sindical e o Combate às Opressões”, tendo a participação de Carolina Lara, co-vereadora da Bancada Feminista do PSOL; Laurenir Peniche, mestre em comunicação e dirigente do Sinasefe IFPA; Márcia Kambeba, pesquisadora indígena, doutoranda em Estudos Linguísticos pela UFPA; e Vilma Reis, doutoranda em Estudos Étnicos Africanos no PosAfro-FFCH-UFBA.

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Para o delegado e diretor de comunicação do Sintietfal, Levy Brandão, presente pela primeira vez no congresso do Sinasefe, “a mesa de abertura foi o ponto forte desse primeiro dia, servindo como convite, alerta e em grande medida um norte para nós que seguimos na luta sindical e por uma sociedade justa e verdadeiramente democrática”.

“Combater as opressões, que possuem seus fundamentos entranhados nas estruturas da nossa sociedade é algo a ser feito diariamente, nas nossas casas, em nós mesmos e nossas práticas, nas escolas, nos nossos locais de trabalho e até dentro do próprio movimento sindical. Racismo, preconceito, intolerância, machismo, discriminação são chagas profundas e que se somam para manter nossa sociedade apoiando-se em desigualdades. Para mudar, precisamos ampliar o acesso aos espaços de poder de mulheres, quilombolas, integrantes dos povos tradicionais, LGBTQIA+, pessoas da pele preta, a diversidade, a pluralidade não podem ficar à margem da nossa agenda de lutas. Ficou dito e com muita sensibilidade e pertinência que classe, gênero e raça se entrelaçam na constituição das nossas bases, logo, qualquer mudança só se fará enfrentando-as diretamente e todos os dias”, completou Brandão.

Para a delegada Andréa Moraes, do campus Maceió, “apesar dos contratempos deste primeiro dia do Congresso, a mesa de abertura foi o seu melhor momento, trazendo um debate rico e fundamental acerca das opressões, destacando a necessidade de construir um projeto antirracista, antipatriarcal e antilgbtfóbico não somente para a escola, mas também para a prática sindical”.

Elaine apresentou o cógigo eleitoral na plenária de abertura

Devido a problemas de logística, houve contratempo na acomodação dos/as participantes, o que prejudicou a programação do evento. Na plenária de abertura, que finalizou perto das 2 horas da madrugada, foram votados os recursos do credenciamento, o regimento interno e o código eleitoral. O segundo dia de evento tem início às 9 horas com uma mesa de debate sobre conjuntura.

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