Após 19 dias de greve no Ifal, Assembleia Geral decide retorno ao Estado de Greve e Mobilização

Os/as servidores/as do Ifal, presentes na Assembleia Geral Extraordinária desta sexta-feira, dia 10 de junho, decidiram pelo fim do movimento grevista e retorno ao Estado de Greve e Mobilização. A luta da categoria é por recomposição salarial de 19,99% e em defesa da educação e dos serviços públicos.

A decisão foi tomada pela maioria depois da rodada de Assembleias Municipais realizadas nos 16 campi e a Reitoria do Ifal, e também após um amplo debate na AGE. De forma unânime, os/as servidores/as aprovaram a construção de uma nota política do comando de greve com a avalição dos 19 dias de greve no Ifal.

Entre os motivos do recuo do movimento, está a decisão da reitoria em utilizar a Instrução Normativa nº 54, que corta salários e permite perseguição política pelo governo Bolsonaro, caso o movimento se estenda para além da data de fechamento da folha de pagamento. Com o fim da greve, a expectativa é que na próxima semana o Sintietfal e a Reitoria fechem um acordo de greve para a reposição dos dias paralisados.

“O corte de ponto teve uma questão decisiva para o fim da nossa greve. Mas é preciso avaliar também que o termômetro da nossa mobilização não foi o desejado. Se a gente tivesse todos os Institutos Federais em greve e as 17 unidades do Ifal paradas a postura do Governo Federal seria outra e da Reitoria do Ifal também”, disse Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.

Apesar do fim da greve, o calendário de mobilização continua com a marcha a Brasília no próximo dia 14 de junho, junto aos estudantes, contra os cortes na educação e pela recomposição salarial.

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