Novo corte: Institutos e Universidades Federais já somam perdas de R$ 600 milhões

Governo desviou recurso da Educação para outros Ministérios

Na última sexta-feira, dia 24 de junho, o governo Bolsonaro desviou mais verbas da Educação para outros Ministérios. Com o novo corte, os Institutos e das Universidades Federais acumulam perdas de mais de R$ 600 milhões no orçamento de 2022. O recurso refere-se à segunda metade dos 7,25% do orçamento do MEC, que estava bloqueado pelo Ministério da Economia.

O valor anteriormente contingenciado foi remanejado definitivamente para outras ações do Governo Federal e não terá mais possibilidade de recomposição. A perda total é de R$ 437 milhões para as Universidades e R$ 184 milhões para os Institutos Federais. O destino principal deste novo corte foi o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

Em vídeo, o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Cláudio Alex Jorge da Rocha, confirmou a perda definitiva de R$ 92 milhões.

“A soma dos dois cortes de R$ 92 milhões, o primeiro no dia 10 de junho e o segundo hoje [24/06], terá o impacto direto, por exemplo, na concessão de auxílios estudantis, na compra de insumos para laboratórios de pesquisa, em visitas técnicas de atividades de extensão, na manutenção das instituições entre outras ações”, afirmou o reitor.

Para as universidades federais, o corte do dia 10 de junho foi na ordem de R$ 220 milhões e este, mais recente, foi de R$ 217 milhões. Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) informou que seus representantes estiveram na última sexta-feira no MEC para buscar informações sobre o remanejamento orçamentário. A entidade afirmou que novos movimentos e ações “em face desse gravíssimos deslocamentos de recursos da educação pública superior” serão noticiados em breve.

Para a diretora de comunicação do Sintietfal, Ana Lady, a medida é um completo desrespeito à educação. ” A Educação está sofrendo um dos piores ataques, vindos do desgoverno federal deste país. São perdas que podem ser irreparáveis ao longo do tempo. Os desvios criminosos feitos pela milícia instaurada no poder, coloca em risco não só o funcionamento atual das escolas e das universidades públicas, como também ameaça o futuro da nossa juventude e a existência dessas instituições de ensino, pois podem fechar as portas nos próximos meses. As eleições desse ano são a nossa esperança para mudar o quadro de horror que estamos vivendo. Não basta mudar o presidente, é preciso também votar em deputados e deputadas, em senadores e senadoras que lutem pelos direitos fundamentais do povo, que lutem pela educação de qualidade e pela nossa vida. Esse governo não é só do desmonte, é o governos da morte. Precisamos mudar para viver”, concluiu a docente.

 

Com informações Conif e Gauchzh

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