Em reunião com o Ministério da Economia, Fonasefe reivindica recomposição salarial acima de 30%

Percentual reivindicado representa as perdas salariais durante o governo Bolsonaro

O Fórum das Entidades Nacionais dos/as Servidores/as Públicos/as Federais foi recebido nesta terça-feira, dia 2 de agosto, pelo Ministério da Economia para debater a pauta salarial do funcionalismo federal. As entidades presentes reivindicaram a inclusão da recomposição salarial no Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2023.

“Nós solicitamos que nossa categoria de servidores públicos federais tenha, em caráter de urgência, a inflação acumulada do governo Bolsonaro, que em quatro anos congelou nossos salários e tem uma inflação superior aos 30%. O governo ficou de dar essa resposta a gente até antes de protocolar na câmara a PLOA. Vamos fazer a nossa mobilização e pressionar o governo para garantir o que queremos”, afirmou David Lobão, coordenador geral do Sinasefe.

A pauta central, que unifica o funcionalismo público federal, é a defesa da recomposição salarial do período de 2019 a 2022. Neste período, as perdas acumuladas foram superiores a 30%, representando o pior governo para as categorias.

“É um absurdo, quatro anos, o governo está terminando seu mandato sem qualquer negociação com os servidores públicos, sem qualquer reajuste da inflação. Entregamos essa pauta e vamos continuar nessa batalha em defesa dos serviços públicos”, afirmou Rivânia Moura, presidenta do Andes-SN.

Durante a reunião, o Governo reconheceu que a Lei de Diretrizes Orçamentárias, aprovada pelo Congresso Nacional, tem espaço para o reajuste salarial dos/as servidores/as públicos e que, antes de enviar o Projeto da Lei Orçamentária Anual, voltará a se reunir com o Fonasefe.

A reunião contou com a participação de Cleber Izzo, diretor do Departamento de Relações de Trabalho no Serviço Público, e José Borges de Carvalho Filho, coordenador-Geral de Negociação Sindical no Serviço Público, no Ministério da Economia.

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