Grito dos Excluídos e das Excluídas chega a sua 28ª edição convocando população às ruas no próximo 7 de setembro

O Grito dos Excluídos e das Excluídas, organizado há 28 anos pelas pastorais sociais ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chama a população para lutar por justiça social. Com o lema “Brasil: 200 anos de (in)dependência para quem?”, a manifestação está marcada para o dia 7 de setembro. Em Maceió, o Grito terá concentração na Paróquia Nossa Senhora Virgem dos Pobres, no Vergel do Lago, a partir das 9 horas, com caminhada até o Papódromo.

Tendo como tema permanente “A vida em primeiro lugar”, o Grito dos/as Excluídos/as chama à reflexão contra a fome, que atinge 33 milhões de pessoas; contra as formas de opressão e exclusão; e a favor da democracia e das eleições, ameaçada por Bolsonaro e os generais.

“O avanço do desmonte de direitos sociais e do próprio estado democrático, com a disseminação da cultura do ódio, sustentada pelas notícias falsas manifestadas nas redes sociais são sinais do descaso pela vida”, afirmou carta da CNBB.

“Queremos que os rostos e gritos de todas as realidades sejam vistos e ouvidos! E que, num grande Mutirão pela Vida, somado aos mutirões da 6ª Semana Social Brasileira mobilizados pelas Igrejas, pastorais, organismos, movimentos populares e pessoas de boa vontade, possamos defender e garantir os direitos dos pobres e marginalizados. É marca histórica do Grito, desde seu início, a defesa da democracia e da soberania dos povos!”, completou o documento.

Em convite à construção do Grito, o bispo Dom José Valdeci Santos escreve: “Que o Grito desperte em nós indignação contra toda forma de injustiça e nos fortaleça na construção do Reino de Deus que começa aqui agora e na luta pelo Bem Viver e da Terra Sem Males”.

Sobre o Grito

Em 1995, fruto da Campanha da Fraternidade, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos”, o movimento tomava as ruas pela primeira vez. Sua data foi escolhida como uma reflexão crítica, fazendo o Grito dos/as Excluídos/as ecoar no mesmo dia que aconteceu o Grito da Independência do Brasil.

A mobilização levanta a bandeira de que a independência não ocorreu de fato, não para todos/as. Os números mostram a violência contra os negros, mulheres, a comunidade LGBTQIA+, indígenas e tantos outros oprimidos/as. Essas são marcas para lembrar que não há muito a ser comemorado.

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