Governo Bolsonaro contribui para o desamparo de mulheres em situação de violência

Sintietfal e Sinasefe apoiam Ocupação de Mulheres no DF e denunciam violência

 

(Foto: Cristiano Mariz/O Globo)

Na campanha eleitoral, Bolsonaro diz que defende as mulheres. Mas, na verdade, reduz quase a zero o orçamento de políticas para o combate à violência de gênero. A Lei Orçamentária Anual de 2023, enviada pelo governo ao congresso, sufoca quase todos os programas que as amparam e as auxiliam no combate à desigualdade de gênero.

Em números reais, 47 das 79 ações orçamentárias citadas no Orçamento da Mulher foram atingidas com a diminuição de recursos. Os cortes nos programas chegam até 99% do que foi reservado inicialmente em 2022, expondo matematicamente o desdém desse governo com ações de proteção para as mulheres, que somam a maior parte da população brasileira.

Como forma de denunciar o governo misógino e lutar pelo direito das mulheres viverem sem violência na Capital Federal, o Movimento de Mulheres Olga Benário organizou, em Brasília, a sua 13ª ocupação urbana, que acolhe mulheres em situação de risco. A Casa de Referência Ieda Santos Delgado está localizada na antiga casa de cultura de Guará, no Distrito Federal, que há mais de 10 anos encontrava-se abandonada e sem condições para morada.

O Sinasefe, que tem como plantonista nesta semana o presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, visitou a casa e lançou uma nota em apoio à ocupação, que já recebeu notificação extrajudicial, pedindo a desocupação do imóvel.

“A ameaça de despejo contra as mulheres da Casa de Referência Ieda Santos Delgado fecha os olhos ao dever de cumprimento de uma função social que acompanha o direito à propriedade privada, e contraria frontalmente o interesse público”, afirma a nota do Sinasefe.

O movimento de Mulheres Olga Benário realiza um trabalho pela vida das mulheres vítimas de violência. Nesse espaço, como em outras 12 Ocupações de mulheres pelo Brasil, além de amparo, as vítimas recebem também assistência jurídica, psicológica e formação, contribuindo para viverem de forma digna, livres desse cenário de violência.

 

De um terreno abandonado, o ambiente passou a ser um local de apoio e suporte para aquelas que sofreram situações que o Estado se omite em resolver. Em 2022, foram registradas 1.340 ocorrências de violência doméstica por mês no Distrito Federal.

Em todo o Brasil, a violência também é gritante. Principalmente, por ter um presidente que fez piada com estupro, apologia ao turismo sexual e até vetou a gratuidade de absorventes para mulheres em vulnerabilidade social.

O Sintietfal está presente na luta pela ocupação da Casa Ieda Santos Delgado e torna essencial a divulgação da luta de mulheres para as mulheres. Mesmo sem o suporte necessário de entidades governamentais, resistem e lutam contra a pressão que sofrem para deixarem de existir.

Como ajudar na luta

Para ajudar, é possível doar pelo pix: df.movimentoolga@gmail.com.

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