Centrais, Sindicatos e reitores/as reúnem-se com Lula

Os setores haviam sido considerados inimigos pelo governo anterior

(Foto: Ricardo Stuckert)

O movimento sindical brasileiro e os/as reitores/as dos Institutos e Universidades Federais se reuniram com o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nos dias 18 e 19 de janeiro, respectivamente. Os encontros demonstram prioridade no compromisso com a educação e a classe trabalhadora. Entre as pautas, destacaram-se o reajuste para servidores/as públicos/as federais e a retomada da autonomia das universidades públicas.

O Sinasefe esteve presente na reunião, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, com as centrais sindicais Depois de quatro anos sem diálogo com o governo federal, Lula reafirmou seu compromisso com os/as trabalhadores/as, defendendo a valorização de salários.

Os/as representantes sindicais tiveram seu momento de fala e reivindicam, entre diversas demandas de interesse dos/as trabalhadores/as, o fortalecimento dos direitos trabalhistas, a negociação coletiva, o reajuste para servidores/as públicos/as federais e a equiparação salarial.

“Se não for para a gente melhorar a vida do povo trabalhador, acabar com fome desse país e permitir que as pessoas sejam cidadãos, nem estaria aqui”, afirmou Lula.

Confira o resumo do encontro, divulgado pelo Sinasefe:

Encontro com Reitores/as

No dia seguinte, os/as reitores/as se encontraram com Lula, que se comprometeu em realizar encontros anuais para ouvir as demandas das instituições públicas de ensino. Além disso, garantiu que no seu governo a autonomia dessas instituições será respeitada.

A fala é uma crítica direta a Bolsonaro, que nomeou reitores que não ficaram em primeiro lugar na lista tríplice feita pela comunidade universitária. “Não pensem que o Lula vai escolher o reitor que ele gosta. Quem tem que gostar do reitor são os professores da universidade, são os funcionários da universidade”, afirmou o presidente. “Estamos começando um novo momento. Eu sei do obscurantismo que vocês viveram nesses últimos quatro anos. E eu quero dizer que estamos saindo das trevas para voltar à luminosidade de um novo tempo”.

(Foto: Ricardo Stuckert)

Para os/as reitores/as, o encontro não poderia ser mais positivo. Durante o governo anterior não houve registros de reuniões como essa. O presidente da Andifes e reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, afirma que durante os quatro anos de mandato Bolsonaro “as universidades foram maltratadas, detratadas, esganadas orçamentalmente. Fomos colocados como alvo, e pior: fomos alijados do nosso papel principal, que é estar a serviço do Brasil, dos projetos de desenvolvimento nacional”.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que estava presente na reunião, divulgou nesta semana que o governo fará a recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O Executivo espera liberar R$ 4,2 bilhões para investimentos em ciência.

Luciana defende ainda o reajuste das bolsas para alunos de mestrado e doutorado, que estão desde 2013 sem alteração.

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