Campanha Salarial: Entidades rejeitam reajuste zero e entregam contrapoposta ao governo

Plenária Nacional dos/as servidores/as públicos/as foi realizada de forma híbrida. Foto: Andes

Na última quarta-feira, 31 de janeiro, foi entregue ao secretário de Relações de Trabalho do MGI, José Lopez Feijóo, uma contraproposta unificada da Bancada Sindical da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), a qual será apresentada ao Governo Lula, contendo as reivindicações da Campanha Salarial do funcionalismo público.

A resposta à proposta do governo foi debatida e produzida na Plenária Nacional de Servidores/as Públicos/as Federais, em Brasília. A mobilização contou com a participação de mais de 300 pessoas em busca de reajustes, incluindo a possibilidade de uma greve unificada, a qual foi enfatizada em diversas intervenções durante o evento.

Em 2023, o governo não apresentou respostas favoráveis em relação à compensação das perdas salariais, demanda central dos/as servidores/as na Campanha Salarial de 2024, limitando-se a propor ajustes em três benefícios para o ano de 2024 (auxílio-alimentação, auxílio-creche e auxílio-saúde).

A contraproposta apresentada pelo governo aos/as servidores/as encontrou forte rejeição por parte das entidades, sobretudo devido ao seu caráter discriminatório em relação aos aposentados/as da categoria, uma vez que não incluiu elementos financeiros para eles em 2024.

Em resposta a essa situação, foi elaborada uma resposta oficial para ser apresentada à Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP).

No documento, é reivindicado o reajuste sobre dois blocos, referentes às perdas salariais decorrentes a partir do governo Temer (desde 1º de setembro de 2016) até dezembro de 2023, acrescidas das projeções inflacionárias dos anos de 2024 e 2025:

Bloco I
– Reajuste de 34,32% dividido em 3 parcelas iguais de 10,34% em 2024, 2025 e 2026;

Bloco II
-Reajuste de 22,71% dividido em 3 parcelas iguais de 7,06% nos meses de maio de 2024, 2025 e 2026.

Reivindica ainda que seja registrado, no Termo de Acordo, o compromisso do governo em abrir negociação acerca das perdas salariais históricas a partir de julho de 2010.

Quanto à equiparação de benefícios, o documento defende a total equiparação com os servidores do Legislativo e do Judiciário, ainda em 2024, haja vista não haver impedimento na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

+++ Confira aqui o documento da Bancada Sindical ao Governo

 Dia Nacional de Luta do Serviço Público Federal

Está marcado para 22 de fevereiro o Dia Nacional de Luta e Paralisações do Serviço Público Federal. Além de atos por todo o Brasil, em Brasília haverá a primeira reunião de 2024 entre o Governo Lula e as entidades sindicais para tratar das carreiras de técnico/s-administrativos/as e docentes, nas Mesas Específicas e Temporárias de Carreira.

 

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