Greve: Movimento estudantil se reúne com Sintietfal para discutir reivindicações

Estudantes pontuaram questões como assistência estudantil, alimentação nos campi e participação na greve

Reunião com representantes do Sintietfal, do Sinasefe e de entidades estudantis. Foto: Reprodução/Google Meet

Lideranças do movimento estudantil do Instituto Federal de Alagoas e representantes das diretorias do Sintietfal e do Sinasefe se reuniram na noite de ontem, dia 20 de março, para discutir sobre a greve e apresentar demandas e problemas enfrentados pelos/as estudantes nos campi do Ifal.

A recomposição do orçamento da Educação Federal, a assistência estudantil no Ifal, a alimentação nos campi, a falta de transporte para os/as estudantes e o receio de perder os auxílios, estiveram entre os pontos debatidos na reunião.

“Os/as representantes dos grêmios dos diversos campi do Ifal apresentaram um conjunto de demandas e problemas enfrentados pelos/as estudantes, a exemplo da diminuição na distribuição de marmitas, redução na oferta de refeição, falta de transporte, dentre várias outras fundamentais à permanência e efetiva formação dos/as discentes. As lideranças do movimento estudantil reivindicaram participação na construção e na realização da greve e é com grande honra que nós, trabalhadores/as da educação federal, recebemos o movimento estudantil nesta luta que é nossa”, relatou Izael Oliveira, diretor municipal do Sintietfal em Piranhas.

Para o diretor da Fenet e presidente do Grêmio Edson Luís, do Campus Maceió, “a reunião foi de extrema importância. Nós estudantes temos nossos receios em relação à greve, pois sabemos que seremos prejudicados. Ter um espaço para conversar e tirar nossas dúvidas, além de colocarmos nossas pautas para essa greve, foi de extrema importância. Acredito que os estudantes precisam saber e ter conhecimento dos motivos dessa greve assim como observarem como essas pautas interferem diretamente nos nossos estudos”.

As reivindicações estudantis foram incorporadas às pautas da greve, que englobam a reestruturação das carreiras de técnico-administrativos e docentes, reajuste salarial dos/as servidores/as e revogação do Novo Ensino Médio e de medidas que atacam o serviço público federal impostas pelos dois últimos governos. Além disso, foi aberto o diálogo para a participação dos estudantes na construção do movimento grevista, que luta pela valorização dos/as servidores/as e da educação.

A estudante Milene Barbosa, diretora da Ubes (RN), frisou a necessidade dos/as gremistas participarem das discussões para que expliquem as motivações da greve ao conjunto de estudantes, fazendo com que os/as discentes possam entender a profundidade das causas, apoiar e integrar o movimento grevista. Ela também falou da importância do corpo estudantil perceber a mobilização como uma oportunidade de evidenciar e apresentar as reivindicações dos/as estudantes ao governo federal.

Presença

Participaram do encontro os/as diretores/as do Sintietfal Yuri Buarque, Ana Lady, Artur dos Anjos, Anna Júlia, Darliton Romão e Izael Oliveira, a diretora de mulheres do Sinasefe, Andrea Moraes, e diversos/as representantes das gestões dos grêmios estudantis dos campi Santana do Ipanema, Murici, Marechal Deodoro, Satuba, Palmeira dos Índios, Piranhas, Benedito Bentes, Viçosa, Maragogi e Maceió, da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (Uesa), da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) .

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