Reitorias do IFMT e IFMS se manifestam em apoio à greve do Sinasefe

A Reitora do IFMS, Elaine Monteiro Borges Cassiano, e o Reitor do IFMT, Júlio César dos Santos, se manifestaram publicamente em apoio à greve do Sinasefe, marcada para ter início no próximo dia 3 de abril.

“A Reitoria do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), ciente da importância fundamental que os servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) e os docentes desempenham para a manutenção e excelência de nossas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão, vem a público manifestar seu apoio ao movimento grevista”, publicou a gestão do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul em nota no site oficial da instituição.

+++ Acessa aqui a nota de apoio

Além de reconhecer a legitimidade das reivindicações, a reitoria compromete-se também em estabelecer um diálogo aberto com o Comando de Greve, assegurando transparência nas negociações e garantindo que não haverá penalizações aos participantes da greve.

“O IFMS reitera seu compromisso com a qualidade da educação pública, gratuita, inclusiva e de qualidade. Entendemos que a valorização dos nossos servidores é fundamental para que possamos continuar oferecendo ensino, pesquisa e extensão de excelência à comunidade”, prossegue a nota.

Da mesma forma, o reitor Júlio César do Instituto Federal do Mato Grosso, afirma em vídeo, amplamente divulgado nas redes sociais, que “essa greve é muito justa”.

“Sendo bastante honesto com vocês e com a comunidade do IFMT. É muito tempo sem recomposição. A situação salarial dos técnico-administrativos é muito, muito difícil. Para vocês terem uma ideia, nós temos em vários cargos o salário inicial dos técnico-administrativos que estão menores do que os salários de muitas prefeituras pequenas com baixa arrecadação no Estado do Mato Grosso. Tanto é que estamos perdendo muitos servidores que estão começando a fazer concurso para prefeituras, porque lá o plano de carreira e o salário são melhores. Então, nós enquanto servidores/as públicos/as não temos como ser contrários a um movimento desse”, disse o gestor.

No mesmo vídeo, o reitor Júlio César também se comprometeu a não encaminhar lista de grevistas para corte de ponto. A regra na educação é a reposição de aulas e de trabalho acumulado. Por isso, o procedimento que deve ser adotado é o acordo entre gestores e comando de greve para não prejudicar os/as alunos/as e a comunidade.

A greve dos/as docentes e TAEs dos Institutos Federais reivindica a reposição salarial, reestruturação das carreiras, revogação do Novo Ensino Médio e de medidas antisserviço público de governos anteriores e a recomposição orçamentária das instituições de ensino.

“Fazer greve é um direito de todo trabalhador/a para reivindicar direitos salariais e melhores condições de trabalho. Para nós, está nítido que esse governo precisa valorizar a educação e seus servidores/as, como prometeu em campanha. Por isso, a greve é necessária e urgente. Não apenas os/as servidores/as reconhecem, como também os/as próprios/as gestores, que esperavam mais investimentos na educação”, afirmou Artur dos Anjos, tesoureiro do Sintietfal.

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