Greve começa forte e com grande ato na reitoria do Ifal

Adesão dos/as servidores/as ao movimento grevista foi recorde

A greve dos/as docentes e TAEs começou com toda a força no Ifal. Nesta quarta-feira, dia 3 de abril, servidores/as em todos os campi e na reitoria paralisaram suas atividades em adesão à greve nacional da Rede Federal de Educação Básica e Profissional. O movimento estudantil também tem apoiado e construído junto a luta pela educação.

Além da paralisação de quase a totalidade dos campi já no primeiro dia, foi realizado um grande ato de início da greve na reitoria do Ifal, reunindo cerca de 300 servidores/as dos mais diversos campi do Ifal. Fruto dessa mobilização, a reitoria já se comprometeu a não perseguir grevistas e nem cortar ponto.

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“O primeiro dia de greve foi extremamente vitorioso. Paralisamos completamente a maioria dos campi do Ifal e fizemos um grandioso ato na Reitoria, que conquistou o compromisso de não haver corte de ponto. A adesão da greve só cresce”, afirmou Anny Barros, diretora do Sintietfal.

Além de docentes e TAEs da ativa, aposentados e estudantes também compareceram à manifestação do primeiro dia de greve, defendendo a necessidade do aumento do orçamento da assistência estudantil e o retorno das aposentadorias e pensões para o Ifal. O comando de greve dos/as TAEs da Ufal também participaram deste dia de luta, junto aos/às servidores/as do Ifal.

Confira aqui as fotos do primeiro dia da greve

Paralisação

O campus Maceió, maior unidade do Ifal, amanheceu o primeiro dia de greve com sua entrada bloqueada desde às 6h30 por uma mesa de café da manhã e um carro de som. Servidores/as grevistas, de diversos campi, fortaleceram a mobilização, garantindo sucesso da paralisação da unidade.

“A greve é hoje e é agora. Paralise suas atividades, porque a greve do Ifal já começou. Nosso ato está sendo um sucesso. Paralisamos o campus Maceió, marcando o início da nossa greve, que estamos construindo no Brasil inteiro. Não bata ponto e venha se somar conosco, fortalecer nossa luta e entre, efetivamente, nessa greve”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal, em vídeo enviado de manhã cedo para os/as servidores/as antes do ato na reitoria.

Em Piranhas, também houve atividade de greve no auditório do campus. Docentes, TAEs e estudantes debateram a importância do movimento grevista e a completa paralisação do campus. A atividade contou com grande apoio dos estudantes, através do grêmio estudantil.

Em Arapiraca, o campus também abriu para realizar uma grande reunião com todos os TAEs e Docentes, para debaterem pela terceira vez, se aderiram ou não ao movimento. “Trago uma notícia muito positiva, tivemos uma participação recorde de 51 servidores/as e 48 vão entrar em greve junto com toda a categoria e apenas 3 abstenções e zero votos contrários à greve. É um sentimento muito positivo e de luta coletiva. Vamos avançar a partir de agora”, afirmou o TAE, Henrique Ferreira, membro do comando de greve.

No campus Marechal Deodoro, unidade que também tinha dúvidas sobre a manutenção das aulas, suspendeu as atividades acadêmicas nesta quinta e sexta-feira, dias 4 e 5 de abril. O Sintietfal realizará uma Assembleia Municipal nesta sexta, 5, para debater a adesão dos seus/suas servidores/as à greve.

O Campus Satuba chegou a suspender o conselho de classe no turno da manhã, mas manteve parcialmente algumas atividades no turno da tarde e noite. A partir de segunda-feira, o campus estará em férias e com adesão total à greve.

Batalha, Santana do Ipanema, Coruripe, Penedo, São Miguel, Maragogi, Viçosa, Murici e Palmeira dos Índios estão completamente paralisados em adesão à greve. Em Rio Largo, Benedito Bentes e na Reitoria, a greve ainda é parcial.

Reivindicações

O movimento reivindica a valorização da educação pública e dos servidores/as, através da reestruturação das carreiras dos/as TAEs e docentes, recomposição salarial dos/as servidores/as e do orçamento da Rede Federal de Educação, revogação do Novo Ensino Médio e de medidas antisserviço público impostas pelos últimos governos, como o Decreto nº 10.620/21.

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