Greve da educação se fortalece com adesão do Andes e apoio do Conif

Docentes do ensino superior iniciaram a greve nesta segunda-feira, 15 de abril

Greve referendada após Mesa Central de negociação no dia 10. Foto: Andes-SN

Após ampla adesão em todo o país, a luta pela valorização da educação ganha força com o início da greve do Andes-SN nesta segunda-feira, 15 de abril. O Conselho dos Reitores dos Institutos Federais, reunidos no último dia 10, em Rio Branco, no Acre, manifestou apoio às reivindicações da categoria, fortalecendo ainda mais o movimento paredista.

A deflagração de greve dos/as docentes do ensino superior foi aprovada pelo Setor das Instituições Federais de Ensino do Andes-SN, em reunião ocorrida no dia 24 de março, em Brasília, e confirmada no dia 10 de abril, após posição do governo durante a Mesa Central de negociação.

“A chamada reunião ‘antigreve’, do governo federal, se tornou uma reunião ‘inflagreve’. O governo, uma vez mais, violentou o conjunto de servidores e servidoras com uma proposta indecorosa. Digo indecorosa porque nem mesmo os indicativos trazidos em outro momento, para acordo com o serviço público federal, foram mantidos”, declarou Gustavo Serefian, presidente do Andes-SN e docente de Direito da UFMG, em publicação no Instagram.

Conif

Em nota, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal EPCT declarou que apoia as demandas reivindicadas pelos/as servidores/as no movimento grevista, reiterando a necessidade da luta pela reestruturação das carreiras e pelas recomposições salariais e orçamentárias.

Leia a nota na íntegra:

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – CONIF – acompanha com atenção o movimento grevista e manifesta total apoio aos pleitos dos servidores técnico-administrativos e docentes. O Pleno do CONIF considera as pautas de reivindicação como absolutamente legítimas, tendo em vista a necessidade de reestruturação de suas carreiras, as perdas salariais acumuladas nos últimos sete anos e a recomposição do orçamento das instituições.

A questão se agrava, pois, na Rede Federal sobretudo, há algum tempo nota-se quantidade insuficiente de profissionais no quadro das instituições, principalmente técnico-administrativos, o que enseja também novos concursos e a urgente recomposição das perdas remuneratórias. Essa situação advém, também, da perda de excelentes profissionais para outros órgãos em busca de melhores remunerações. 

Este Conselho de Reitores e Reitoras da RFEPCT defende que o investimento na Educação passa, substancialmente, pela valorização dos seus servidores por meio de carreira e remuneração justas, por isso o posicionamento deste Conselho é de apoio aos pleitos apresentados e respeito irrestrito ao direito de greve. Tal defesa passa, inevitavelmente, pelo reconhecimento do trabalho desempenhado pelos TAEs e Docentes e suas demandas, como as de agora postas pelo movimento paredista. 

Em tempo, os membros do pleno do CONIF assumem o compromisso de trabalhar em conjunto com servidoras, servidores, comandos de greve e sindicatos para assegurar que os direitos da comunidade acadêmica sejam atendidos. Isso pressupõe a garantia legal dos serviços inadiáveis, bem como a busca pelos devidos acordos de compensação das atividades acadêmicas e administrativas não realizadas ao longo do movimento.

Por fim, o atual Governo foi responsável por implementar o PCCTAE, em 2005; por conceber a carreira EBTT  e criar a Rede Federal, ambas em 2008; é também o Governo que retoma, em 2024, a expansão da Rede Federal. Em razão deste histórico, o CONIF conclama o Governo Federal a atender as demandas do movimento paredista para que os Institutos Federais, os CEFETs e o Colégio Pedro II sigam ofertando Educação Profissional e Tecnológica com a qualidade que é a marca da RFEPCT.

Rio Branco – Acre, 10 de abril de 2024.

Conselho Pleno da 132º Reunião Ordinária do Conif

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