Greve no Ifal conquista primeira vitória: sem perseguição ou corte de ponto

Reunião com o reitor arrancou compromissos da gestão com a greve

Reitor do Ifal posou para foto com a camisa da greve e garantiu não ter corte de ponto

A força da greve dos/as TAEs, Docentes e estudantes do Ifal conquistou sua primeira vitória. Após reunião com o Reitor Carlos Guedes, a gestão do Ifal se comprometeu em não perseguir o movimento grevista e nem cortar ponto.

A reunião ocorreu na sala dos Conselhos, na quarta-feira, 3 de abril, das 12h às 15h, com a presença de dezenas de servidores/as de diversos campi e do Comando de Greve, que permaneceram na reitoria após o grande ato de abertura da greve, realizado durante toda a manhã no térreo do prédio.

+++ Greve começa forte e com grande ato na reitoria do Ifal

O Sintietfal e o Comando de Greve cobrou explicitamente que o reitor se comprometesse em garantir o direito de greve, sem coação dos gestores.

“O Conif já definiu isso, que é legítimo, que é justo e que a situação está insustentável, principalmente, para os técnicos-administrativos. Então, podem ficar tranquilos”, disse o Reitor, Carlos Guedes, em relação ao movimento de greve. Sobre o corte de ponto, disse: “Está garantido o compromisso de que a gente não vai tomar nenhuma decisão até conversar com vocês. Claro, em relação ao termo que vocês usam: ao corte de ponto. Pode colocar lá para a comunidade: #tamojunto”, afirmou Carlos Guedes.

O gestor também assegurou a manutenção dos auxílios dos estudantes e servidores/as e definição, com a participação do Comando de Greve, da portaria que definirá os serviços inadiáveis do Ifal, que deverão se manter mesmo durante a greve. Por fim, também será convocada uma reunião do Conselho Superior, na qual será apreciada uma moção sobre a greve.

“Sobre o calendário acadêmico, o processo de aprovação é via Cepe. Independentemente de quando esse calendário seja suspenso, ele vai ser retroativo”, afirmou Cleudima Costa, pró-reitora de Ensino do Ifal, destacando a necessidade de observar as diferenças existentes entre os campi.

No campus Maceió, o Comando de Greve também teve reunião com o diretor geral, Givaldo Oliveira, que vestiu a camisa da greve e se comprometeu em dialogar sobre questões específicas para minimizar os prejuízos da paralisação.

Colégio de Dirigentes

Como resultado da reunião no primeiro dia de greve, o Sintietfal e o Comando de Greve participaram do Colégio de Dirigentes, realizado nesta quinta-feira, 4 de abril, às 14h, que discutiu sobre os serviços inadiáveis, a coação de gestores e o diálogo com o Comando de Greve. A definição sobre quais atividades funcionarão no período de greve não foi uniformizada e será novamente pautada nos próximos encontros.

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