Sintietfal participa de reunião do Colégio de Dirigentes e defende direito à greve

Comando de Greve intercedeu pelo funcionamento exclusivo das atividades inadiáveis

Na última quinta-feira, dia 4 de abril, o Sintietfal e o comando de greve participaram da reunião do Colégio de Dirigentes do Ifal, convocada pela gestão para tratar exclusivamente sobre o movimento grevista.

A reunião foi realizada um dia após o início da greve no Ifal. A greve defende a reestruturação das carreiras, a recomposição do orçamento e dos salários e a revogação de medidas contrárias aos serviços e servidores/as públicos/as.

“Nossa greve conta com grande adesão dos/as servidores/as. Por sua justeza e a atual dimensão do Ifal, certamente, podemos dizer com toda certeza, é a maior greve já realizada na instituição. Nesta reunião, convidamos os/as gestores/as para fortalecerem a luta e não tentaram cercear esse direito legítimo da categoria. Demonstramos que estamos vigilantes contra posturas de assédio moral e perseguição”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.

Além de defender o direito constitucional à greve sem perseguição ou retaliação, foram tratados de temas como funcionamento dos campi e calendário acadêmico. O Sintietfal pontuou que as atividades que devem funcionar durante a greve, devam ser exclusivamente de serviços inadiáveis, que possam causar prejuízo à vida ou ao erário. Na minuta de resolução apresentada pela reitoria, diversos setores deveriam ter funcionamento.

“Praticamente todos os TAEs são vistos como serviços inadiáveis e na hora da valorização a gente não sente isso. Na verdade, essa medida é para boicotar a greve. Não podemos aceitar isso, é confundir valorização com exploração”, afirmou a psicóloga Anna Júlia, diretora do Sintietfal. “O serviço de psicologia oferecido pelo Ifal é escolar e não clínico”, justificou ela dizendo não ter sentido pedir o funcionamento do setor de psicologia durante a greve.

Essa definição de serviço essencial, que não pode ser paralisado durante a greve, deve ser debatido na Assembleia Geral do Sintietfal, e encaminhado junto aos comandos locais de greve, que conhecem melhor a realidade de cada unidade do Ifal.

Quanto ao calendário acadêmico, a pró-reitora de Ensino, Cledilma Costa, explicou que o processo de suspensão é realizado via Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão com a data retroativa ao início da greve, levando em consideração também particularidades dos campi.

Para o Sintietfal, a suspensão do calendário acadêmico é necessária para proteger principalmente os alunos. “Os/as poucos professores/as que não aderiram à greve e desrespeitam a decisão coletiva, dando aulas no Ifal, não percebem que estão desorganizando o calendário acadêmico, que precisa ter no mínimo 200 dias letivos com 4 horas de aulas – independente da greve. Sem esse mínimo, não se pode considerar dia letivo e será necessário haver reposição”, afirmou a professora Anny Barros, secretária geral do Sintietfal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *