Sintietfal participa do 37 ° Congresso do Sinasefe
Congresso reafirmou indicativo de greve para 2026
O Sintietfal esteve presente no Congresso Político do Sinasefe, espaço estratégico de deliberação que definiu as diretrizes políticas que irão orientar a atuação do sindicato nacional no próximo período, com foco no ano de 2026. O encontro, realizado de 11 a 14 de dezembro, reuniu mais de 600 sindicalizadas e sindicalizados, entre delegadas, delegados, observadoras e observadores, no 37º Consinasefe, e concentrou seus debates na construção coletiva das políticas da categoria.
As discussões estiveram organizadas em cinco eixos centrais: conjuntura e organização sindical; políticas educacionais; carreira; combate às opressões; e condições de trabalho. “Esse foi um congresso político, em que todas as mesas, todas as teses e todos os debates giraram em torno de como construir as políticas que vão orientar o Sinasefe no próximo período”, destacou Andréa Moraes, diretora secretária do Sintietfal.
Entre os principais pontos debatidos esteve o descumprimento, mais uma vez, dos acordos firmados pelo governo com a categoria durante a greve de 2024. Após intensos debates, o Congresso reafirmou, de forma unânime e sem nenhum voto contrário, o indicativo de greve.
“A categoria entendeu que o não cumprimento dos acordos não poderia passar sem resposta. Por isso, reafirmamos o indicativo de greve como instrumento de luta”, afirmou Andréa.
Ficou definido que os meses de dezembro e janeiro serão destinados à construção do movimento grevista junto à base, com mobilização e realização de assembleias nas bases. A data de deflagração da greve será definida em plenária nacional, marcada para o dia 28 de fevereiro, em Brasília, após o Carnaval.
Racionalização do cargo de Assistente de Aluno
A atuação do Sintietfal no Congresso também foi marcada pela forte defesa da racionalização do cargo de assistente de estudante, pauta histórica da categoria. O debate foi aprofundado após reunião com a presidenta do Conif, Ana Paula, que demonstrou sensibilidade às demandas apresentadas, especialmente no que se refere à defasagem salarial, à invisibilidade institucional e à falta de reconhecimento do cargo.
“Nós lidamos diariamente com a invisibilidade, com a falta de reconhecimento e, muitas vezes, até com situações de assédio. Nosso cargo existe, mas nossas atribuições não são devidamente reconhecidas dentro da Rede”, relatou Paulo Henrique da Silva, diretor-adjunto de Políticas Educacionais do Sintietfal. Segundo ele, a luta pela racionalização é específica, mas precisa do apoio de toda a categoria, uma vez que envolve diretamente a estrutura da carreira.
Durante o Consinasefe, os assistentes de alunos se organizaram coletivamente para ocupar os espaços de fala na mesa de cargos e carreiras. Delegados e delegadas utilizaram seus crachás para garantir que qualquer um pudesse se manifestar, reforçando a unidade da pauta. “Nos organizamos para cobrar o engajamento dos colegas e para afirmar nossas vivências enquanto assistentes de estudantes. Nosso cargo é pormenorizado dentro da Rede Federal, seja nos institutos, no Colégio Pedro II ou nos Cefets”, pontuou Paulo.
A categoria também alertou para o risco concreto de extinção do cargo, caso não haja reenquadramento compatível dentro da estrutura dos níveis D e E, especialmente se não existirem cargos com atribuições equivalentes. Diante desse cenário, foram apresentadas três frentes de atuação: a racionalização administrativa; a via legislativa, por meio de um projeto de lei que já tramita no Congresso Nacional; e, caso não haja avanços, a judicialização da pauta.
“São três caminhos que estamos dispostos a trilhar ao mesmo tempo. O que vier primeiro, nós vamos agarrar. Por isso dizemos: nível D já, independentemente da forma como essa mudança venha a acontecer”, afirmou o diretor.
O Sintietfal também marcou presença na 1ª Corrasefe, que largou com mais de 60 participantes, divididos nas modalidades corrida e caminhada, na Orla do Conde, no Rio de Janeiro-RJ, com espírito de solidariedade, integração e autocuidado com a saúde física e mental.
A 1ª Corrasefe foi considerada um sucesso pela organização da atividade e a 2ª edição já está confirmada para Brasília-DF, durante a programação do 38º Consinasefe.
Além disso, a delegação foi às ruas para participar do ato contra a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e o projeto de lei que reduz o tempo de prisão de condenados por tentativa de golpe de Estado, o chamado “PL da Dosimetria”.
A participação do Sintietfal no Congresso reafirma o compromisso do sindicato com a defesa dos direitos da categoria, com a valorização da carreira e com a organização coletiva como ferramenta central de enfrentamento às perdas impostas pelo governo.




