8 de março: Sintietfal convoca categoria para Ato Unificado pela vida das mulheres
Manifestação terá concentração na Praça 7 Coqueiros, às 9 horas
“Pela vida das mulheres! Contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1”, este será o tema deste ano do tradicional Ato Unificado do 8 de março. O objetivo da mobilização é reunir diversas frentes dos movimentos feministas, sociais e sindicais para reivindicar a igualdade de direitos, o fim da violência de gênero e o combate às opressões estruturais. Em Maceió, a concentração será na Praça 7 Coqueiros, Ponta Verde.
O Sintietfal estará presente e convoca suas sindicalizadas e seus sindicalizados a irem às ruas em luta pelo enfrentamento à violência contra a mulher, a defesa dos direitos reprodutivos, a autonomia econômica e a justiça social. Durante o ato, a programação contará com apresentações das cantoras alagoanas Fernanda Guimarães, Mary Alves, Mel Nascimento e Nana Martins.
Hoje, as notificações indicam que pelo menos quatro mulheres são mortas por dia, mais de 2 mil denúncias diárias das diversas formas de violência. É preciso considerar que os dados são sempre subnotificados, visto que, mesmo avançando, as políticas públicas precisam melhorar consideravelmente.
Para Andréa Moraes, diretora do Sintietfal, a violência contra a mulher e a perda de seus direitos não é algo recente na história. No entanto, nos últimos anos, conforme se acirra a crise do capital, observa-se que a violência e a opressão contra a mulher vem aumentando a escala de barbárie.
“Ainda somos as mais pobres, principalmente as mulheres negras, e somos aquelas que mais trabalham. Então, não resta dúvida do quanto são necessários ainda atos fortes no 8 de março. Por isso chamamos a todos, todas e todes a estarem nas ruas em Maceió nesse dia”, frisa a diretora.
7 de março
A mobilização de 2026 foi ampliada com uma programação especial no dia 7 de março, na Associação Família de Anjos, no Benedito Bentes, antecipando o ato tradicional do dia 8. O evento contará com atendimentos jurídico, psicológico e social do CDDM, feira criativa, bazar e rodas de conversa, além de uma Ciranda Infantil organizada pela Ufal e pela Marcha Mundial das Mulheres.
A iniciativa busca fortalecer o movimento feminista na periferia por meio de ações coletivas, serviços e ocupação cultural da comunidade.



