Assembleia debate combate ao assédio no Ifal e 208ª Plenária Nacional do Sinasefe

Foto/Reprodução: Sinasefe

A Assembleia Geral Extraordinária realizada na última quinta-feira, 16 de abril, levantou amplo debate sobre o combate ao assédio no Ifal. Durante a sessão, houve o repasse sobre a realização de um novo serviço de psicologia política no Sintietfal.

A Comissão de Combate ao Assédio, que trabalha para organizar o suporte às servidoras e aos servidores, busca desenvolver uma rede de apoio às vítimas de assédio. Entre as medidas práticas, está a contratação de um serviço de psicologia política para acompanhamento e suporte legal. Segundo Daniela Botti, o foco da comissão é o acolhimento, o diálogo com o setor jurídico e o apoio individualizado, respeitando as particularidades de cada caso.

A Assembleia acolheu e se solidarizou com os diversos relatos de assédio, como os casos de Ellen Maianne, Alexandre Fleming e Anna Júlia Giurizatto. “Assédio ainda é uma palavra abstrata, que carece muito de concretude. Embora a gente saiba que passa pelo assédio, a gente vê o sofrimento em si, ainda há uma certa dificuldade de identificar determinadas características enquanto assédio. Que bom que a gente tem falado cada vez mais sobre o assunto, porque isso traz mais fundamentação para conseguirmos combatê-lo”, frisou Ellen.

208ª Plenária Nacional

A 208ª Plenária Nacional do Sinasefe, realizada entre os dias 17 e 19 de abril em Brasília, focou intensamente na cobrança pelo cumprimento dos acordos da greve de 2024. Foi realizada a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências dos técnico-administrativos, RSC-TAE, com a plena detalhando as divergências entre a proposta do governo e a do sindicato, além de reafirmar a luta pela sua implementação imediata e integral.

O evento marcou a convocação oficial do 38º Consinasefe, que ocorrerá em novembro de 2026, em Brasília. O congresso terá caráter eleitoral para a escolha da nova Direção Nacional e dos conselhos para o biênio 2026-2028, com as seções sindicais devendo organizar a eleição de seus delegados e suas delegadas até agosto. Além disso, a plenária também realizou o repasse dos encaminhamentos do 4° Encontro Nacional de Mulheres do Sinasefe e do 15º Encontro Nacional de Assuntos de Aposentadoria e Seguridade Social, ENAASS.

Durante plena, foi tomada a decisão sobre a deflagração de uma nova greve. O Sintietfal decidiu, em Assembleia e por ampla maioria, levar uma posição contrária à greve.

Entre os principais motivos, citados pela categoria, incluem a avaliação de que o momento atual não é ideal para uma paralisação, visando evitar o fortalecimento de movimentos de extrema direita, além da falta de clareza sobre como a mobilização está se desenvolvendo em outros Institutos Federais.

Foto/Reprodução: Sinasefe

O presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, reforçou que isso não significa um recuo na mobilização. “Propusemos uma jornada de luta, incluindo paralisação, Caravana para Brasília, ato no MGI, para continuar pressionando o governo pelo cumprimento integral dos acordos”, ressaltou Yuri.

A maioria das delegadas e dos delegados decidiram por não aprovar a deflagração de uma nova greve neste momento, mantendo a categoria em estado de mobilização.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *