Após retorno ao Sisu, 15 estudantes do campus Maceió são contemplados no programa pé-de-meia licenciatura

Estudantes vão receber R$ 1.050 por mês pagos diretamente pelo MEC

O retorno ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) garantiu mais direito às e aos estudantes de licenciaturas aprovados na seleção 2026 para o Ifal. No campus Maceió, maior campus, em todos os cinco cursos, houve 15 estudantes contemplados no programa pé-de-meia licenciatura.

Foram 2 estudantes no curso de Física, 4 em Ciências Biológicas, 6 em Letras-Português, 2 em Matemática e 1 em Química. As contempladas e os contemplados obtiveram média no Enem igual ou superior a 650 e já entraram no Instituto com bolsa ofertada pelo Governo Federal durante todo o curso.

Neste ano, o Ifal ofertou 752 vagas por meio do Sisu e outras 538 por meio de vestibulares próprios. No caso das licenciaturas, foram 144 vagas em 5 cursos no campus Maceió , 40 vagas em 2 cursos no campus Piranhas e 40 campus Arapiraca.

A defesa de retorno ao Sisu, como uma das modalidades de acesso ao Ifal, foi debatida e aprovada na Assembleia Geral do Sintietfal. O tema repercutiu após se tornar pública a decisão da reitoria do Ifal da não adesão ao Sisu em 2025. Resultado, nenhum estudante foi contemplado pelo nascente programa do Governo Federal naquele ano.

“O retorno do Ifal ao Sisu foi uma vitória da luta coletiva. O Sisu vai além de um sistema de acesso ao ensino superior público: ele é ferramenta de democratização, inclusão e permanência. Sem adesão ao Sisu, não há Pé-de-Meia Licenciaturas, e a experiência de 2025 mostrou que decisões unilaterais podem privar estudantes de políticas fundamentais”, afirmou Paulo Henrique, diretor de políticas educacionais do Sintietfal.

As críticas do Sintietfal, do DCE-Ufal e de servidoras e servidores pautaram o debate no Ifal, levando aos colegiados de cursos do Ifal a necessidade de requisitar à Reitoria o retorno ao Sisu.

“As decisões sobre os processos seletivos devem levar em consideração toda a escuta ativa dos vários segmentos que compõem a comunidade acadêmica do Ifal – incluindo docentes, técnicos, estudantes e colegiados de curso – aliada às características específicas de cada curso e às realidades regionais, contudo sem abrir mão das políticas públicas que beneficiam estudantes alagoanos e possibilitando a capilaridade de oferta de cursos a estudantes de todas as regiões do país. Defender o Sisu é defender a democratização do acesso, a permanência estudantil e o fortalecimento da educação pública como direito de todos e todas”, completou o dirigente sindical.

Sobre o pé-de-meia

O Ministério da Educação do Brasil (MEC) oferece apoio financeiro a 12 mil estudantes de cursos de licenciatura, incentivando a formação de professoras e professores, além da permanência nos cursos. Essa ação tem o objetivo de atrair estudantes que obtiveram alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para carreira docente.

As e os estudantes que participam do programa recebem um benefício mensal de R$ 1.050, que é dividido da seguinte forma: R$ 700 pagos mensalmente durante o curso; e R$ 350 depositados em uma poupança, que só pode ser resgatada após a conclusão do curso, caso o estudante ingresse na rede pública de ensino em até cinco anos.

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