Sintietfal participa da abertura do III Seminário Abril Indígena do Oeste Alagoano

Evento foi realizado na Ufal campus Sertão, em Delmiro Gouveia

Com o tema “territórios como espaço de resistência e educação”, o III Seminário Abril Indígena do Oeste Alagoano foi aberto na noite desta quarta-feira, dia 29 de abril, na Ufal campus Sertão, em Delmiro Gouveia.

O evento é uma realização da Universidade Federal de Alagoas e em parceria com o Grupo de Estudos Oeste Alagoano: ampliando olhares (GEOAL), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai/Alagoas/Sergipe), Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (Sintietefal) e o Curso de Especialização em História de Alagoas (Ifal/campus Maceió).

Lideranças indígenas, estudantes e trabalhadoras e trabalhadores da educação lotaram o auditório para refletir sobre as lutas e desafios enfrentados pelos povos indígenas de Alagoas, a exemplo da luta pela terra, a demarcação dos territórios e a educação indígena.

A mesa de abertura contou com a presença de representantes das instituições envolvidas na organização e de Agamenon Kraonã, representando a Articulação do Povos Indígenas do Nordeste, Minas e Espírito Santo (APOINME), de Cacica Lindaci Karuazu, representando o povo Karuazu, e de Everson Wiraktã, representando a Superintendência dos Povos Indígenas da Secretaria Estadual de Direitos Humanos.

O presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, saudou a importância da luta e da resistência dos povos indígenas em defesa do meio ambiente e da vida. Citou, em particular, o exemplo dos povos Tapajós, no Pará.

“Conseguiram, por meio da ocupação da Cargil, derrotar o Decreto 12600, que simplesmente permitia a exploração privada pelo agronegócio de três rios daquela região. Foram 34 dias de ocupação para que o decreto fosse definitivamente revogado”, disse o dirigente sindical, sob aplausos.

O diretor de formação política do Sintietfal e um dos organizadores do evento, Amaro Hélio, também compôs a mesa inicial. Após as saudações, Wiraktã encerrou o dia com a palestra de abertura destacando a sua ligação ancestral com as lideranças mais velhas e com os encantados, além da história de luta pela terra da sua comunidade Jiripankó e dos povos da região.

Programação

Os debates seguem nesta quinta-feira. A dirigente sindical Adriana Cerqueira, do campus Satuba, também está participando do evento e deve mediar uma mesa com mulheres indígenas. O seminário está programado para encerrar com o show de Jean, artista da etnia Pankararú, que fará uma homenagem ao Cicinho Jiripanko, liderança indígena falecida há alguns meses.

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