Sinasefe conclama categoria para retomar greve em 2026

Cortes orçamentários e descumprimento dos acordos da greve de 2024 estão entre os principais motivos

Foto/Reprodução: Sinasefe

TAEs e docentes dos Institutos Federais já trabalham com a possibilidade de greve nacional em 2026, em resposta à ausência de avanços concretos nas negociações com o Governo Federal. O indicativo de greve, definido pelo Sinasefe para fevereiro de 2026, busca denunciar o descumprimento de acordos firmados após a greve nacional de 2024, especialmente no que se refere ao golpe no RSC TAE e à recomposição orçamentária.

Segundo Yuri Buarque, presidente do Sintietfal, a combinação entre cortes, falta de diálogo efetivo e postergação de compromissos cria um ambiente de insustentabilidade para 2026.

“Não bastasse a demora injustificável — que perdura até hoje — para a efetivação de itens importantes dos acordos de greve, como a alteração do decreto para acabar de vez com o ponto docente, como também, no apagar das luzes de 2025, a principal conquista da última greve sofreu um golpe em desfavor da categoria”, disse o sindicalista.

De acordo com ele, a proposta praticamente mantém o Reconhecimento de Saberes e Competências como algo inacessível aos TAEs e joga na lata do lixo todo o minucioso trabalho realizado pela CNSC/MEC, inclusive com a participação de representantes do próprio governo.

“De um lado, o MGI desrespeita o trabalho realizado no âmbito do MEC; por sua vez, o MEC parece lavar as mãos, baixar a cabeça para o MGI e dizer que agora é com esse ministério. Não podemos aceitar as desculpas dadas nem por um, nem pelo outro”, assevera Yuri.

Diante desse cenário, conforme orientado pela Direção Nacional do Sinasefe, o Sintietfal definiu pela realização de sua Assembleia Geral Extraordinária para o dia 24 de fevereiro, às 14 horas, que terá como pauta o Indicativo de Greve, aprovado no 37º Congresso do Sinasefe, e os descumprimentos dos acordos da greve de 2024.

Conforme deliberado pelo Consinasefe, será realizada uma Plenária Nacional no dia 28 de fevereiro, com a finalidade de avaliar o conjunto das deliberações das bases e votar uma data para o início da greve da categoria.

Cortes

Além do descumprimento dos acordos de greve, a aprovação pelo Congresso Nacional e o sancionamento sem vetos pelo presidente Lula da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, cria um cenário de desalento para as Universidades e Institutos Federais.

A proposta orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional retira R$ 488 milhões da proposta do Executivo para a Educação, transferindo esses valores para emendas parlamentares. O corte compromete diretamente os recursos destinados ao custeio, à assistência estudantil e à manutenção das instituições federais de ensino, sinalizando um retrocesso nas políticas públicas do setor.

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