Assembleia do Sintietfal reafirma: sindicato não recuará na luta contra o assédio no Ifal
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A Assembleia Geral do Sintietfal, reunida nesta terça-feira (21), transformou-se em um forte ato político em defesa da liberdade sindical e do combate ao assédio no Ifal. Em uma demonstração de unidade, a categoria manifestou solidariedade ao presidente do sindicato, Yuri Buarque, e reafirmou que o Sintietfal não aceitará qualquer tentativa de intimidação contra quem cumpre o dever de denunciar violações de direitos.
As manifestações ocorreram após a leitura de uma carta em que o presidente da entidade relata ter sido alvo de uma notificação extrajudicial e de uma nota pública que exigem retratação por declarações feitas durante reunião solicitada pela Direção Nacional do Sinasefe com gestores do Ifal para discutir denúncias de possível assédio envolvendo um servidor do Campus Maceió.
Em sua mensagem à categoria, Yuri Buarque afirmou que jamais imaginou ser ameaçado com processos judiciais (cível e criminal) e administrativos por exercer aquilo que considera uma das missões fundamentais de um sindicato: defender trabalhadoras e trabalhadores e combater todas as formas de assédio e outras violações de direitos no ambiente de trabalho.
O dirigente sindical explicou que sua intervenção na reunião foi pautada por documentos oficiais, pela leitura de manifestações expressas de gestores e por denúncias formalmente recebidas pela assessoria jurídica do Sintietfal e, ainda assim – mesmo constatando a gravidade de algumas condutas comprovadamente praticadas –, o tempo todo manteve a postura responsável de a elas se referir como possíveis caracterizadoras de assédio.
Ele também repudiou a tentativa de associar sua atuação a “interesses políticos individuais”, relembrando, com exemplos, que o Ifal acumula, há anos, denúncias relacionadas ao ambiente de trabalho e que, mediante avaliação séria e responsável de cada caso, a defesa das vítimas sempre foi uma marca da atuação da entidade.
Após afirmar que “não silenciarão a luta contra o assédio no Ifal”, o presidente do Sintietfal recebeu acolhimento e saudação das e dos presentes. Diversas servidoras e servidores fizeram uso da palavra para reafirmar que qualquer tentativa de constranger dirigentes sindicais por sua atuação representa, na prática, um ataque ao direito de organização coletiva e à própria liberdade de representação da categoria.
A diretora do Sintietfal Ângela Souza, professora do Campus Maceió, destacou que a categoria deve responder à tentativa de intimidação com ainda mais unidade. “Companheiro Yuri, precisamos sim mostrar nossa força, ir à frente, vestir a camisa, dizer que estamos do seu lado. Dizer que estamos a seu favor, porque você fala por nós. Quero que conte conosco. Estamos juntos, companheiro”, falou a docente.
Também em manifestação de solidariedade, o servidor Rafael Luiz, do Campus Murici, ressaltou a trajetória do presidente do Sintietfal e seu compromisso histórico com a categoria. “Minha solidariedade neste momento. Eu fiquei surpreso em saber que você está passando por essa situação. Porque a gente acompanha a sua trajetória, sabe do compromisso que você sempre teve com a categoria, com a luta sindical. [Quero] Deixar aqui registrado que você não está sozinho e seguimos juntos com você, viu? Meu total apoio”, assegurou.
As diversas falas e mensagens no chat sintetizaram o sentimento predominante na assembleia: o de que a defesa dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores não pode ser intimidada por ameaças de processos, exposições infundadas à execração pública ou qualquer outra tentativa de silenciamento. E que combater o assédio não é uma escolha circunstancial, mas um compromisso político, ético, constitucionalmente assegurado e estatutariamente exigido do sindicato.
O Sintietfal seguirá na luta enfrentando toda e qualquer violação de direitos da categoria por parte de gestores e cobrando um ambiente de trabalho digno e saudável.


