9 de janeiro de 2018

Reitoria persegue e desconta salários de TAEs no IFAL

O ano de 2018 começou com um golpe no contracheque de técnicos administrativos do IFAL. De forma autoritária e sem precedentes, a Reitoria atacou a remuneração de diversos servidores do IFAL, impondo descontos salariais com base no sistema de registro de ponto determinado pelo Reitor Sérgio Teixeira em 2017.

O salário de dezembro, pago em janeiro de 2018 aos servidores, teve descontos contestáveis e injustos acumulados durante o ano, sem ao menos a Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) comunicar o possível corte salarial.

Como resultado da indignação da categoria, um grupo de 20 servidores se reuniu com o reitor e o diretor da DGP Wagner Fonseca para questionar o ponto eletrônico e as falhas do sistema. Além disso, sete servidores assinaram uma moção de repúdio contestando os descontos por faltas e atrasos.

“Manifestamos por meio deste nosso repúdio à forma como foram efetuados esses descontos, pois a maneira como a Diretoria de Gestão de Pessoas, junto ao seu Departamento de Administração e Pagamento de Pessoal, agiu fez com que dezenas de servidores desta Reitoria incorressem em erro no registro de ponto eletrônico, bem como este se revelou falho em diversos momentos, resultando em graves prejuízos financeiros e morais aos servidores que trabalham em prol desta Instituição”, afirma a moção de repúdio.

A diretora de comunicação do Sintietfal, Marília Matsumoto, também foi vítima desse ataque da Reitoria. A servidora foi penalizada por uma falta em pleno dia determinado pela Reitoria como ponto facultativo, o dia 30 de junho. Segundo a DGP, a sindicalista poderia não ter ido trabalhar, assim como fizeram os demais, mas não poderia ter colocado no sistema sua adesão à greve geral, também marcada para a mesma data.

“Eu aderi à greve geral e coloquei no sistema falta por greve. Mesmo o IFAL tendo imprensado a sexta-feira, após o feriado de Floriano Peixoto (29 de junho), tive meu ponto cortado. Eu ainda repus essa ‘falta’ no dia 10 de julho e mesmo assim o sistema não aceitou. Tive desconto salarial, mesmo tendo horas de crédito no sistema”, afirmou Marília garantindo que vai ter luta.

“Nós não aceitaremos esse desconto. Os TAEs já começaram a se movimentar contra isso e o sindicato estará junto nessas mobilizações”, completou.

Para o diretor jurídico, Yuri Buarque, a gestão tem que repensar, de forma urgente, o controle de ponto no IFAL. “Esse sistema é falho e não podemos sofrer com impactos financeiros em nossos salários por conta disso. O sindicato vai reunir com a categoria e debater formas de exigir que a reitoria reverta esses descontos injustos. Além disso, é preciso perceber que esse controle de ponto não se adequa à nossa realidade e é preciso revoga-lo”, concluiu Buarque.

Confira abaixo a  moção de repúdio:

 

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