Servidores do Câmpus Piranhas paralisam atividades contra a PEC 241

Nesta terça-feira, 13 de setembro, os servidores do IFAL câmpus Piranhas paralisaram as atividades regulares da unidade em protesto contra a PEC 241/16 e o ajuste fiscal do governo Temer. A ação fez parte do Dia Nacional de Paralisações da Classe Trabalhadora, convocado pelo Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE).

 

A suspensão das aulas e das atividades administrativas foi uma deliberação local do conjunto de servidores com o objetivo de utilizar o Dia Nacional de Luta para refletir sobre os impactos do ajuste fiscal na educação, especialmente enquanto servidores e estudantes do câmpus Piranhas.

 

“A situação que o país vive interfere na vida de todo mundo. Aqui, no câmpus, já anunciaram que vão ser demitidos oito funcionários terceirizados da limpeza e segurança. A justificativa é o corte de recursos para a educação”, disse Bruno Rodrigo, professor de historia.

 

Temas da atualidade, como a PEC 241/16, o PLP 257, a Escola Sem Partido, foram alvos do debate realizado no auditório entre estudantes e servidores. Alongamento, café da manhã e apresentação de vídeos também fizeram parte da programação, que se repetiu no horário da tarde.

 

 “Quando a gente falou sobre a PEC 241, por exemplo, a gente discutiu o impacto disso na educação, como os estudantes vão ser prejudicados. Vai ser um corte que vai acabar refletindo na falta de bolsas, de visitas técnicas, de bons laboratórios, de servidores – que aqui, em Piranhas, temos menos que o necessário”, afirmou o TAE, Artur Barbosa.

 

A diretora municipal do Sintietfal, Laís Góis, enfatizou a preocupação dos estudantes em participar ativamente dessa luta. “Os alunos vieram para o IFAL hoje por livre e espontânea vontade, sabiam que ia ser uma paralisação, que não vai contar nota, presença, nada. Vieram porque quiseram debater conosco essa situação. No final eles falaram sobre grêmio estudantil e a luta deles enquanto alunos”, acrescentou.

 

Para Laís Góis, ao invés de cortar recursos da saúde e educação, o governo deveria realizar uma profunda auditoria da dívida pública: “Enquanto o governo corta da educação continua fazendo os pagamentos da dívida pública, colocando essa sangria no bolso dos banqueiros e empresários. �? preciso rever o pagamento dessa dívida que consome quse a metade do orçamento para que tenhamos, de fato, dinheiro para investir nos serviços públicos”.

 

Na avaliação do  professor Ronny Francisco, “a paralização de hoje além de ser um momento de construção é um momento de refletir o futuro. Futuro de nossos direitos e da garantia de uma educação publica de qualidade”.

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